
Caso seja comprovado o descumprimento da norma, o Ministério Público do Trabalho poderá adotar diversas medidas
Porto Velho, RO - O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito civil para investigar possível descumprimento da cota legal de aprendizagem pela empresa Protege S/A Proteção e Transporte de Valores. A apuração foi formalizada por meio da Portaria nº 66/2026, publicada pela Procuradoria do Trabalho no município de Ji-Paraná, em Rondônia.
A investigação busca verificar se a empresa está cumprindo a legislação que determina a contratação de jovens aprendizes, mecanismo criado para ampliar oportunidades de qualificação profissional para adolescentes e jovens.
Inquérito civil foi instaurado após denúncia
De acordo com a portaria assinada pela procuradora do trabalho Jéssica Alves Resende Freitas, o procedimento foi aberto após notícia de fato indicando possível irregularidade relacionada à aprendizagem profissional.
O processo investigativo recebeu o número 000134.2026.14.000/6 e tem como objetivo apurar todos os fatos relacionados ao cumprimento da cota legal de aprendizes pela empresa investigada.
Lei exige contratação de jovens aprendizes
A legislação trabalhista brasileira determina que empresas de médio e grande porte devem contratar entre 5% e 15% de jovens aprendizes, considerando o número total de trabalhadores em funções que demandem formação profissional.
Essa política pública tem como objetivo:
- estimular a inserção de jovens no mercado de trabalho
- garantir formação técnica e profissional
- combater a exclusão social e o trabalho irregular de adolescentes
Caso seja comprovado o descumprimento da norma, o Ministério Público do Trabalho poderá adotar diversas medidas, como:
- assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
- determinação de regularização imediata das contratações
- ou ação civil pública na Justiça do Trabalho
Servidor foi designado para acompanhar o caso
A portaria também designa o servidor Gleison Joaquim Teles Xavier para atuar como secretário do procedimento investigativo.
Entre as primeiras diligências previstas estão:
- análise da denúncia apresentada
- levantamento do quadro funcional da empresa
- verificação do número de aprendizes contratados
Investigação segue em andamento
O procedimento tramita na Procuradoria do Trabalho em Ji-Paraná e ainda está em fase inicial de investigação.
O objetivo do Ministério Público do Trabalho é verificar se houve violação da legislação trabalhista relacionada à aprendizagem profissional, que protege jovens em início de carreira.
Caso irregularidades sejam confirmadas, a empresa poderá ser obrigada a cumprir a cota legal e adotar medidas para garantir oportunidades de formação profissional a jovens trabalhadores.


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