Fiscalização ocorreu na Terra Indígena Sete de Setembro, entre Rondônia e Mato Grosso. Uma pessoa foi presa, veículos foram inutilizados e 14 toras de madeira destruídas

Porto Velho, RO - Uma equipe de fiscalização formada por agentes da Polícia Federal (PF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi atacada a tiros na tarde desta sexta-feira (6), durante a saída da Terra Indígena Sete de Setembro, em uma operação de combate à extração ilegal de madeira.

A ação, denominada Operação Lenha Fria, ocorreu na região que abrange os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, em Mato Grosso. Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de exploração ilegal de floresta em terras públicas.

Segundo as informações, ao deixarem a área indígena, os agentes encontraram a estrada bloqueada por árvores derrubadas, utilizadas para impedir a passagem das equipes de fiscalização. Na sequência, foram efetuados disparos de arma de fogo contra os servidores. Apesar do ataque, ninguém ficou ferido.

Durante as diligências, os fiscais localizaram um trator e duas motocicletas que estariam sendo utilizados na retirada ilegal de madeira. Os veículos foram inutilizados pelo Ibama. Também foram destruídas 14 toras de madeira, por meio de cortes realizados pelas equipes.

Além disso, foram apreendidos uma motosserra, dois aparelhos celulares e uma antena de internet via satélite.

A Terra Indígena Sete de Setembro é tradicionalmente ocupada pelo povo Paiter Suruí. Por se tratar de uma área pertencente à União, a exploração de madeira sem autorização configura crime de competência da Justiça Federal.

A pessoa presa foi autuada em flagrante pelo crime de desmatamento ou exploração econômica de floresta em terras de domínio público sem autorização, previsto no artigo 50-A da Lei nº 9.605/1998. A legislação estabelece pena de dois a quatro anos de prisão, além de multa.

A Polícia Federal também instaurará investigação para identificar os responsáveis pelos disparos contra a equipe de fiscalização.