Partido dos Trabalhadores avalia o nome de oito possíveis candidatos ao cargo na disputa ao governo de Minas Gerais

Porto Velho, RO - A decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não concorrer ao governo estadual está gerando uma divisão no Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais sobre qual deve ser o rumo da sigla na disputa deste ano. Atualmente, oito figuras, quatro internas e quatro de outras legendas, estão na conta para receber apoio.

“Não tem consenso de nome, nem do que fazer. O que é consenso é que precisamos de um bom palanque pro Lula e que entre apoiar nomes fracos, que não são nossos e que vão sair lá de baixo, melhor colocar um nosso que também vai sair de baixo”, afirmou uma fonte interna.

Neste cenário, três nomes aparecem entre os mais cotados. O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, nessa quarta-feira (3/6), para um primeiro contato com as lideranças nacionais.

A agenda com Silva, que também teve a participação do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, faz parte de uma série de encontros do petista para ajudar a diagnosticar qual seria a opção mais viável.

Azevedo se reuniu nos últimos dias com importantes lideranças estaduais da sigla, como a presidente Leninha e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos. A pré-candidata ao Senado vem se mostrando bastante entusiasmada com o emedebista.

Um petista avaliou como coerente uma aliança com Azevedo, mas afirmou que é necessário que “ele cresça nas pesquisas” para que a conversa avance.

O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT-MG) é outro que com o nome na mesa, mas, diferentemente dos outros, ele diz a pessoas próximas não estar muito interessado em estabelecer aliança com o partido neste momento. Durante a disputa ao governo de Minas em 2022, o pedetista recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, com a derrota, acabou se afastando da legenda.

“O ideal seria uma aliança com Kalil mesmo, mas a gente também não vai ficar se humilhando”, alertou outro petista.

A avaliação é que com o pedetista ficaria assegurando um palanque mais forte para o presidente. A esperança é que Kalil reveja a posição e evite correr o risco do apoio à prefeitura de BH com Mauro Tramonte (Republicanos).

Nome interno e outros postulantes

Uma ala do PT deseja que o candidato seja interno, mas, entre os quatro nomes, Marília Campos já rechaçou a possibilidade e os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes são vistos como dois puxadores de votos para a Câmara dos Deputados, o que é importante para manter uma base forte na Casa.

O outro nome é o da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart, que já demonstrou interesse em concorrer a disputa eleitoral. A questão é em qual cargo, alguns defendem que ela deva ser o nome para o Executivo mineiro, outros alegam que ela deveria disputar uma vaga de deputada federal.

Ainda completam a lista dos oito nomes, o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Alencar (PSB), visto por uma parcela dos petistas como uma figura forte para construir pontes com o empresariado e que teria o aval do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); e o ex-procurador-geral da Justiça, Jarbas Soares Júnior (PSB), que vem pressionando para que seu nome seja lançado pelo partido ao cargo.

Disputa interna no PSB mineiro

O PSB mineiro chegou a abrir uma prévia para decidir quem será lançado para a eleição de outubro. Entre os candidatos internos estão os dois já citados, o ex-vice-governador Clésio Andrade e o ex-prefeito de Moema, Julvan Lacerda.

Fonte: Metropoles