
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Carlos Moura/Agência Senado
Porto Velho, RO - Integrante da comissão executiva nacional do PT, o deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou a CartaCapital não se surpreender com o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. Segundo o petista, é natural que o candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PL) ganhe tração e assuma a condição de principal adversário do presidente Lula (PT).
“Os estrategistas do Centrão acharam que teria um espaço para o centro. Não existe esse espaço no Brasil. Então, não tem surpresa”, disse o dirigente do PT. Tatto projeta que haverá um “desmoronamento” do chamado centro e que a maior parte desse campo estará com Lula em outubro — uma vez que, segundo ele, a perspectiva de o presidente conquistar a reeleição seria mais expressiva.
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O deputado declarou ter confiança de que Lula crescerá nas pesquisas após o início da campanha, a partir de sua política de alianças e de realizações do governo. Ele reforçou ser fundamental aprovar no Congresso Nacional o fim da jornada de trabalho 6×1 e afirmou ser necessário adotar como mote da campanha eleitoral o combate a privilégios.
“É a disputa política de que no País o andar de cima não quer abrir mão dos seus privilégios. É fazer com que haja distribuição de renda, e o 1% que se defenda.”
Uma pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira 11 aponta que Lula lidera todos os cenários de primeiro e de segundo turnos, mas sua vantagem sobre Flávio diminuiu na comparação com a rodada anterior.
Em janeiro, a liderança do presidente no primeiro turno variava entre sete e 17 pontos percentuais, a depender do cenário. Agora, oscila entre quatro e oito pontos. Na projeção de um embate direto em um eventual segundo turno, Lula mantém a dianteira, mas a diferença para Flávio caiu de sete para cinco pontos.
Fonte: Carta Capital


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