Nos últimos meses, os chamados veículos de micromobilidade (VM) têm disputado espaço com automóveis, caminhões e motocicletas no trânsito

Porto Velho, RO -
A Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMT) de Ji-Paraná iniciou uma campanha de orientação para os condutores de bicicletas elétricas, equipamentos autopropelidos e ciclomotores. A forma incorreta de pilotar tem elevado o número de acidentes, embora ainda não existam estatísticas oficiais, tampouco o levantamento da quantidade de veículos em circulação no município.

Nos últimos meses, os chamados veículos de micromobilidade (VM) têm disputado espaço com automóveis, caminhões e motocicletas no trânsito. Segundo o presidente da AMT, Oribe Júnior, embora todos se pareçam, o que define a categoria são características como potência, velocidade máxima, presença de acelerador, pedal assistido e tipo de uso.

Ele explicou que a diferença entre os VM determina onde o veículo pode circular, se precisa de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e emplacamento, além de quais equipamentos de segurança são exigidos para a pilotagem. “O que é mais agravante neste cenário é que nem mesmo o condutor está informado sobre o que tem que fazer para se deslocar com segurança”, frisou.

As bicicletas elétricas podem circular pelas ruas (no bordo da pista e no sentido dos carros). Elas funcionam com o auxílio de um motor, mas é necessário pedalar para que entrem em movimento. A assistência do motor deve parar ao atingir 32 km/h e, segundo a AMT, o veículo não precisa de emplacamento ou habilitação.

Os equipamentos autopropelidos possuem motor elétrico. Na prática, entram nessa categoria veículos como patinetes, skates e monociclos elétricos, além de alguns modelos de duas rodas com acelerador, desde que respeitem os limites técnicos da categoria. Eles também não precisam de placa ou habilitação.

Os ciclomotores possuem duas ou três rodas, motor elétrico de até 4.000 watts ou motor a combustão de até 50 cilindradas, e velocidade máxima de fabricação de 50 km/h. Para circular, precisam de registro no Detran, emplacamento e licenciamento. Além disso, o condutor deve possuir CNH na categoria A ou a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), sendo o uso do capacete obrigatório.

“Fomos informados de que o Detran ainda não possui uma categoria para enquadrar os acidentes de trânsito de bicicletas elétricas e de autopropelidos. Como também não existe uma idade mínima estabelecida para pilotar esses veículos, o resultado de tudo isso são mais acidentes nas nossas vias urbanas que nem sequer podem ser contabilizados”, alertou o presidente da AMT.

“Nós estamos fazendo a nossa parte, que é fiscalizar, orientar e conscientizar as pessoas que possuem esses veículos a trafegarem no bordo [lateral] da pista, não seguirem no sentido contrário da via, não furarem o sinal e não trafegarem na rodovia [federal]. Até que possamos ter uma legislação mais abrangente, fazendo isso já estamos contribuindo para um trânsito mais seguro em nossa cidade”, acrescentou.