Partido de Flávio Bolsonaro terá 121 deputados e 28 senadores a partir de 2027, além de cinco governadores já eleitos e as maiores bancadas nas Assembleias de São Paulo, Rio, Minas e DF


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e as senadoras eleitas pelo Distrito Federal, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro. Foto: Beto Barata/PL

Porto Velho, RO - O PL saiu das urnas de 4 de outubro como a principal força política do País no Legislativo. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 deputados federais, 22 a mais do que em 2022, e terá a maior bancada da Câmara a partir de 2027. O resultado supera o recorde de 108 deputados eleitos pelo então PMDB em 1990 e consolida o melhor desempenho de um único partido na Câmara desde a redemocratização.

A vantagem também aparece no Senado. O partido de Valdemar Costa Neto elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste ano e chegará a 28 cadeiras na próxima legislatura, cerca de um terço dos 81 assentos da Casa. A bancada será a maior de um partido desde a Constituição de 1988. O PT ficará com nove senadores, enquanto a federação União-PP terá 11 e o MDB, oito.

Os 28 senadores do PL a partir de 2027

  • Acre: Márcio Bittar;
  • Distrito Federal: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis;
  • Espírito Santo: Magno Malta;
  • Goiás: Gustavo Gayer e Wilder Morais;
  • Mato Grosso: Zé Medeiros e Wellington Fagundes;
  • Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja e Capitão Contar;
  • Minas Gerais: Domingos Sávio e Alex Diniz (suplente que assumirá a vaga de Cleitinho);
  • Paraná: Filipe Barros;
  • Rio de Janeiro: Carlos Portinho e Carlos Jordy;
  • Rio Grande do Norte: Rogério Marinho;
  • Rio Grande do Sul: Sanderson;
  • Rondônia: Dr. Fernando Máximo, Bruno Scheid e Jaime Bagattoli;
  • Roraima: Nicoletti;
  • Santa Catarina: Carol de Toni, Carlos Bolsonaro e Jorge Seif;
  • São Paulo: André do Prado e Marcos Pontes;
  • Tocantins: Eduardo Gomes.

A composição considera as mudanças provocadas pela eleição de Sergio Moro para o governo do Paraná e de Cleitinho para o governo de Minas Gerais. Moro deixa sua cadeira para o suplente Luís Felipe Cunha, do União, enquanto Alex Diniz, do PL, assume a vaga de Cleitinho.

O tamanho da bancada dá ao PL forte poder de negociação para a eleição da Presidência do Senado, mas não garante sozinho a aprovação das principais pautas. Para afastar um ministro do STF, por exemplo, são necessários 54 votos; para aprovar uma PEC, 49. O partido, portanto, precisará construir alianças.

Avanço também nos governos

Nos Executivos estaduais, o PL elegeu cinco governadores no primeiro turno: Jorginho Mello, em Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Sergio Moro, no Paraná; Arthur Henrique, em Roraima; e Marcos Rogério, em Rondônia. O partido ainda disputa o segundo turno no Amazonas, com Professora Maria do Carmo, e no Rio de Janeiro, com Douglas Ruas.

No Rio, Ruas terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD). A situação, porém, tem a particularidade de os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que somaram 3,17%, estarem sub judice. Se forem anulados definitivamente pelo TSE, Ruas poderá ser declarado vencedor já no primeiro turno.

PL também cresce nas Assembleias

A força do partido se repete nos maiores Legislativos estaduais. Em São Paulo, o PL elegeu 27 deputados estaduais, contra 16 da federação PT-PCdoB-PV, e ampliou sua bancada, que tinha 19 cadeiras. Eduarda Campopiano foi a candidata mais votada, com mais de 1,9 milhão de votos.

No Rio de Janeiro, o PL também terá a maior bancada da Alerj, com 21 das 70 cadeiras. PT e PSD aparecem na sequência, com nove cada. O resultado dá ao partido quase um terço da Assembleia fluminense.

Em Minas Gerais, o cenário é semelhante. O PL elegeu 21 dos 77 deputados estaduais, contra 17 da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Bruno Engler foi o deputado estadual mais votado do Estado, com 675.932 votos.

No Distrito Federal, a legenda conquistou cinco das 24 vagas – também a maioria.

Fonte: Carta Capital