
SEIS MILHÕES E 600 MIL BRASILEIROS A MAIS QUE SEUS ADVERSÁRIOS, DECIDIRAM QUE É ESTE QUE ESTÁ AÍ, O PAÍS QUE QUEREM
Por Sérgio Pires
Porto Velho, RO - Seis milhões e 600 brasileiros a mais disseram que querem este país que aí está. Nada de mudanças, nada de economia de mercado; nada de menos gastos públicos; nada de empreendedorismo; nada de mudanças nas leis que protegem criminosos e lhes dão saidinha. Disseram, nas urnas e com toda a clareza, que o Brasil que querem é o mesmo dos últimos anos.
Seis milhões e 600 mil brasileiros, um grande percentual de jovens, deram seu recado: a educação que recebem está ótima; a liberdade total penas para eles, é o que precisa ser mantida; a ideologia ensinada nas salas de aula é mais importante que o conhecimento necessário a ser um bom profissional no futuro; as universidades devem continuar sendo tomadas por defensores de apenas uma ideologia política e quem manda nela são os estudantes, alguns há muitos anos por lá, sem nunca se formar.
Seis milhões e 600 mil brasileiros a mais que seus adversários, deixaram claro que não querem saber desta conversa de empreender para crescer; de terem um trabalho e bons salários para viverem do seu suor. Grande parte de todo este contingente avisou: quer mesmo é viver do Bolsa Família, mesmo que seja pouca grana, mas que recebam até por toda a vida, sem precisar trabalhar.
Seis milhões e 600 mil a mais foram às urnas para dizer que estão de lixando para os exagerados gastos públicos; para o 1 trilhão e 300 bilhões de juros da dívida todos os anos; para os 38 Ministérios; para os cartões corporativos secretos; para as viagens internacionais a custo de ouro. Tudo isso nada tem a ver com eles.
O presidente Lula foi reeleito para um quarto mandato, dois dias antes de completar 81 anos, pelos méritos da sua militância e pela mobilização de todos os que o apoiam, incluindo o ministro Cristiano Zanin, que o ajudou mas, isso nada teve a ver com o resultado da eleição.
A esquerda domina o país, por sua competência e pela incompetência dos seus adversários. Lula teve cerca de 4 milhões e 400 mil votos a mais que Flávio Bolsonaro e ainda tirou a diferença do primeiro turno de mais de 2 milhões e 200 mil votos. Seis milhões e 600 mil brasileiros a mais estão felizes com a vitória do seu guru.
Os perdedores esperneiam, ao invés de fazerem um mea culpa. Nada mudará o resultado do Domingo. Mais de 64 milhões de brasileiros estão comemorando e pouco se importando com o que vai acontecer com seu país.
Os outros, os perdedores, lamberão suas feridas e continuarão suas vidas. Terão que aceitar o resultado democrático das urnas, mas continuarão assistindo o Brasil andando para trás, enquanto o mundo vai para a frente.
DEPOIS DO SUCESSO EM RONDÔNIA E EM GOIÁS, FÁTIMA GAVIOLI ASSUME EDUCAÇÃO DE SÉRGIO MORO NO PARANÁ
A competência e a liderança, o conhecimento e os enormes avanços que implantou no sistema de ensino, com ótimos resultados no segundo governo de Confúcio Moura em Rondônia e nos dois mandatos de Ronaldo Caiado, em Goiás. O currículo vencedor de Fátima Gavioli a levaram, agora, a retornar ao seu Estado natal, o Paraná, convidada por Sérgio Moro, para enfrentar outro enorme desafio.
Fátima, paranaense da cidade de Goioerê, mas que se tornou conhecida nacionalmente depois de sair de Cacoal para comandar a Educação de Rondônia e daqui para Goiás, foi anunciada oficialmente pelo governador eleito Sérgio Moro para ser sua secretária de Educação.
Fátima, que transformou a Educação de Goiás numa das melhores do país, segundo vários indicadores, agora vai assumir um Estado com mais de 1 milhão e 100 mil estudantes; 2.082 escolas estaduais; mais de 111 mil professores.
O desafio maior será “colocar a Educação do Estado num novo patamar”, segundo Sérgio Moro, ao anunciar o nome de Fátima para liderar um setor em que o Paraná tem nota máxima na maioria dos seus educandários, com 100 por cento deles ligados à internet.
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026 mostra que 84,4 por cento dos estabelecimentos escolares paranaenses estão no nível 5, classificação máxima do indicador, que reúne escolas com velocidade de internet e rede Wi-Fi em parâmetros adequados.
CONFÚCIO FÊNIX MOURA RESSURGE DAS CINZAS E COM VITÓRIA DE LULA PODE CHEGAR AO NOVO MINISTÉRIO
Confúcio Moura é uma espécie de fênix da política. Se a direita tivesse ganho a eleição presidencial, sua carreira seria encerrada sem louros e sem aplausos. Mas, com a vitória de Lula, Confúcio reaparece no cenário da política, agora com tons nacionais. Que ninguém se surpreenda se ele for chamado para comandar um Ministério ou algum outra função importante no novo mandato do PT.
Ainda na noite do Domingo, quando as urnas recém deram seu recado, informando a vitória do seu guru e amigo pessoal, um Confúcio Moura alegre e sorridente, como poucas vezes havia sido visto nos últimos tempos, comemorava efusivamente.
O fazia tomando uma cachaça, numa clara ironia às críticas aos gostos de Lula. Brindando consigo mesmo, já que estava sozinho em sua casa em Brasília, o duas vezes governador de Rondônia e ainda senador, agradecia ao que chamou de virada histórica. E agradeceu ao povo de Minas Gerais, que segundo ele, foi decisivo na vitória de Lula.
Recentemente, Confúcio havia divulgado um vídeo se queixando que durante seis meses não pôde pisar em Rondônia, por ameaças e disse que seu Estado havia se tornando uma área de extremistas de direita.
Certamente não olhou o resultado nas urnas por aqui. No primeiro turno, Lula teve 250.667 e no segundo cresceu mais de 44 mil, chegando a 294.446 votos. Afinal, embora a direita ainda seja maioria, o senador se esqueceu da extrema esquerda que também existe no seu Estado.
Enfim, Confúcio está voltando. E poderoso!
EXPEDITO NETTO, LUCIANA, PIMENTEL, FÁTIMA CLEIDE, CLÁUDIA DE JESUS: NOMES FORTES PARA O NOVO GOVERNO
Com Lula mantido na Presidência, mais rondonienses devem garantir um espaço em funções do governo federal. O primeiro nome, sem dúvida, é o do ex-deputado Expedito Netto, que concorreu ao Governo de Rondônia pelo PT. Mesmo sabendo que sua chance de vitória era perto do zero, Netto entrou de corpo e alma na campanha pelo governo. Nas últimas semanas, também esteve firme na campanha de Lula.
A candidata ao Senado Luciana Genro, que chegou a mais de 82 mil votos, é outra que, certamente, terá espaço em função federal, em Rondônia. Willames Pimentel, que hoje comanda uma ala importante do Agesus, igualmente deve ser mantido onde está. Embora não seja do PT, mas um nome importante na esquerda, Neidinha Suruí, por suas ligações com as questões ambientais, pode também ser convocada.
A dupla Fátima Cleide e Cláudia de Jesus, as duas petistas eleitas para a Assembleia Legislativa, certamente assumirão seus mandatos, agora com muito mais possibilidades de não se tornarem figuras secundárias na próxima legislatura. Fátima, aliás, tem uma amizade pessoal com Lula há longos anos. Que ninguém se surpreenda se ela for chamada para compor o novo governo.
Enfim, o PT, que teve 30,39 por cento de todos os votos no Estado, quase 295 mil votos, não elegeu duas deputadas estaduais por sorte ou acaso. Poderia até ter elegido pelo menos um deputado federal, mas como pulverizou seus votos, não o conseguiu.
O lulismo e o petismo, que pareciam andar para trás no Brasil e em Rondônia ressurgem com força. A esquerda não está para brincadeira!
MARCOS ROGÉRIO FALA SOBRE A TRISTEZA DOS RONDONIENSES COM A DERROTA, MAS GRAVA UMA MENSAGEM DE OTIMISMO
O governador eleito Marcos Rogério acompanhou, junto a outros eleitos e correligionários de Flávio Bolsonaro, toda a apuração da eleição do Domingo. Outro rondoniense que estava no local, foi o senador eleito Bruno Scheid. Na segunda-feira, depois da derrota, Marcos Rogério gravou uma mensagem em vídeo, demonstrando tristeza, mas também transmitindo esperança ao povo rondoniense.
Ele começa dizendo que “sei como você acordou hoje. Eu também acordei assim. Não era este o resultado que a gente esperava”. Lembrou que as pesquisas davam esperança. “Rondônia acreditou, foi pra rua, votou e, Domingo à noite, veio outro resultado. “O sentimento – acrescentou – “é de raiva, indignação e medo do futuro”.
“É normal sentir isso. Falei com muitos que estão inconformados. Sei que há preocupação verdadeira, com o trabalho, com as contas, com a lavoura e, principalmente, você que vive no campo e que carrega este Estado nas costas”.
Depois, começou o trecho da mensagem do otimismo. “Rondônia não vai parar”, ressaltou. “Em janeiro, assumiremos o Governo. E o meu compromisso é fazer tudo o que for possível, para que Rondônia voltar ao caminho da prosperidade”.
“Vou defender quem produz e não vou deixar ninguém para trás. Nosso povo já passou por momentos difíceis e sempre seguiu em frente. Sempre de pé. E agora não vai ser diferente. Vamos seguir com esperança e fé e muito trabalho”, fez questão de destacar.
Marcos Rogério concluiu, desejando que Deus abençoe as famílias, a nossa Rondônia e o Brasil!”.
EXCEÇÃO NACIONAL: SÓ EM RONDÔNIA O REELEITO LULA NÃO VENCEU EM NENHUMA DAS SUAS CIDADES
Mesmo tendo crescido em todas as regiões do país, o petismo e a esquerda continuam tendo grandes dificuldades em Rondônia. Por aqui, Lula não venceu, mais uma vez, em nenhuma das 52 cidades do Estado. Repetiu o evento inédito em todo o país. Chegou a ensaiar, em determinado momento, que poderia superar Flávio Bolsonaro em Guajará Mirim, mas pouco tempo depois esta possibilidade ficou descartada.
No primeiro turno, Flávio teve 651.988 votos. No segundo, chegou a 674.382, crescendo 22.394 votos, ou apenas 3,4 por cento. Já Lula teve performances melhor no turno decisivo. Em 4 de outubro, conseguiu 250.667. No Domingo que o elegeu, teve 294.446, ou 43.779. Em percentuais, o crescimento chegou 17,4 por cento.
Em números absolutos, Flávio teve 379.936 votos a mais, ficando ao final com 69,61 por cento, enquanto o petista teve 30,39 por cento. Em Porto Velho, Bolsonaro venceu por diferença aproximada de 66 mil votos. Teve 174.754 votos contra 108.657 de Lula.
Em Guajará Mirim, onde Lula chegou a estar na frente, o total de votos, contudo, deu grande vantagem, no final, para Flávio. O representante do PL teve 12.631 votos e o petista 8.516 votos.
A cidade de Rondônia que deu maior diferença nas urnas pró Flávio Bolsonaro foi Buritis, onde o representante da oposição ao atual governo chegou nos 81 por cento dos votos válidos. Ali, o agronegócio é crescente e o setor primário é importante para o PIB. A cidade tem em torno de 34 mil habitantes e 23 mil eleitores.
ROCHA COMPARA ORÇAMENTOS DE 2019 E 2027, FICOU FORA PUBLICAMENTE DA CAMPANHA E NÃO FALA SOBRE SEU FUTURO
O governador Marcos Rocha tem feito raras declarações públicas e suas aparições têm sido principalmente no Instagram, onde posta declarações sobre avanços da economia, datas especiais e convivência com rondonienses. Nesta semana, contudo, ele abriu uma exceção.
Comentou rapidamente com este blogueiro uma comparação que poucas vezes têm sido feitas. Ele lembrou que quando assumiu o poder, em 2019, o orçamento que recebeu foi de pouco mais de 8 bilhões e 100 milhões de reais. E que deixa agora, para seu sucessor, mais de 20 bilhões de reais na previsão orçamentária.
Dias atrás, o Governador foi paciente de uma pequena cirurgia, para retirada de um pequeno abcesso no pescoço. Depois de estar em casa, houve sangramento e ele precisou de novos tratamentos. O registro se faz pela raridade com que Marcos Rocha fala de questões pessoais. Só o fez, na verdade, na pandemia, quando ele e sua esposa foram internados no Hospital Prontocordis.
Nas batalhas políticas, Rocha ficou praticamente fora. Primeiro apoiou Adailton Fúria. Rompeu com ele ainda durante a campanha e passou a apoiar Hildon Chaves. Nunca acintosamente, ao menos em relação à sua participação pessoal. Publicamente, pelas redes sociais ou em declarações públicas, não pediu votos para ninguém.
Também no disputa presidencial, Marcos Rocha ficou fora da campanha. Não pediu voto nem para Lula, o vencedor e nem para Flávio Bolsonaro.
Faltando ainda dois meses e oito dias para encerrar o segundo mandato, o Governador rondoniense não tem falado nada sobre seu futuro político.
AGORA, O GRANDE ASSUNTO É A ESCOLHA DO NOVO PRESIDENTE E DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PARA 2027
Nos bastidores da política local, o grande tema daqui para a frente é a escolha principalmente do novo Presidente, mas também da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Os 16 reeleitos e os outros novatos, que estão chegando, devem tomar a decisão provavelmente antes do final do ano, embora a posse seja apenas em 1º de fevereiro.
Por enquanto, tudo está sendo tratado em reuniões fechadas. Grupos que defendem algum nome debatem com outros, que poderiam apontar outros concorrentes, na busca de um acordão. Numa entrevista a Vinicius Canova, do site RondoniaDinâmica(reproduzida no site InformaRondônia) o recém eleito deputado Jurandir Oliveira, do PSD, disse que está sendo muito assediado para apoiar candidaturas.
Na entrevista, o ex-prefeito de Santa Luzia do Oeste avisa que não adianta mais procurá-lo, porque sua decisão já está tomada. Disse que não está gostando do que chamou de “assédio” e garantiu que já tem o nome preferido, que terá seu voto, mas, obviamente, não o informou.
Há vários nomes cotados. Do grupo da maioria dos reeleitos, os ex-presidentes Laerte Gomes, Marcelo Cruz e o atual, Alex Redano, não podem ser descartados. Nesta turma também há dois deputados com muita chance: Delegado Lucas Torres e Alan Queiroz.
Dos novatos, Dr. Gilbert e Paulo Moraes não podem ser excluídos. Nesta terça-feira, em encontros dos deputados antes das sessões ordinárias da tarde, encontros a portas fechadas, trataram do assunto.
TRANSIÇÃO LEVANTA DADOS SOBRE A REALIDADE DO ESTADO, PARA QUE NOVO GOVERNADOR TOME DECISÕES SEGURAS DESDE O INÍCIO
Dar ao governador eleito Marcos Rogério um panorama da realidade do Estado, permitindo que a nova gestão tenha informações estratégicas para a tomada de decisões desde o início do mandato: esta é, segundo o deputado Lúcio Mosquini, coordenador da transição da equipe do novo governo, a grande preocupação do trabalho que está sendo realizado.
A equipe de transição está realizando diligências em vários órgãos estaduais para conhecer de perto a situação administrativa e financeira do Estado. O trabalho, coordenado pelo deputado federal Lúcio Mosquini, busca reunir informações essenciais para preparar a próxima gestão e garantir a continuidade dos serviços públicos. Entre as prioridades está o levantamento da situação financeira do Estado, com a análise de receitas, despesas e compromissos assumidos pela administração.
“O objetivo, segundo Mosquini, “é assegurar que os contratos indispensáveis à prestação dos serviços públicos, recebam a devida atenção durante o período de transição, evitando interrupções que possam prejudicar a população. O levantamento também permite identificar despesas que podem ser revistas pela futura administração.
Outro eixo central do trabalho, afirma Mosquini, é a busca por economicidade, com a identificação de oportunidades para reduzir gastos, eliminar despesas desnecessárias e tornar a máquina pública mais eficiente. A proposta é otimizar o uso dos recursos disponíveis e contribuir para uma gestão responsável das contas estaduais.
A equipe também trabalha para que a mudança de governo ocorra de forma organizada, planejada e sem interrupções nos serviços essenciais. O diagnóstico de cada órgão é fundamental para antecipar desafios, identificar necessidades e minimizar os impactos da transição administrativa.
PERGUNTINHA
Na sua opinião, o senador Flávio Bolsonaro fez bem ao escapar para os Estados Unidos, temendo por perseguição política e até prisão arbitrária ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes ou deveria ter ficado no Brasil e enfrentado as perseguições e todos os riscos?

0 Comentários