
Vinicius Wallace do Casal Marinho responde pela morte de Jaiane Lemos e Everaldo Oliveira; outro réu é acusado de ajudar na fuga
Porto Velho, RO - Começou na manhã desta quarta-feira (21) o julgamento de Vinicius Wallace do Casal Marinho, acusado de matar a ex-namorada, Jaiane Lemos, e o amigo dela, Everaldo Oliveira, em abril de 2024, em Rondônia. Os crimes aconteceram dentro da residência onde Jaiane morava e foram presenciados pela filha do casal, que tinha apenas um ano de idade na época.
Também está sendo julgado Railson Ferreira da Silva, apontado pela investigação como responsável por ajudar Vinicius a fugir após os assassinatos.
Ao todo, 14 testemunhas foram indicadas pelas partes para prestar depoimento durante a sessão do Tribunal do Júri. Entre as primeiras pessoas ouvidas está a mãe de Jaiane.
Acusado invadiu casa e atirou contra vítimas
De acordo com as investigações, Vinicius foi flagrado por câmeras de segurança, em abril de 2024, pulando o portão da residência onde a ex-companheira morava.
Para entrar no imóvel, ele teria atravessado uma cerca elétrica e uma estrutura de serpentina instalada sobre o muro.
Após invadir a casa, o acusado teria efetuado disparos contra Jaiane e Everaldo. Depois do crime, a criança, filha de Vinicius e Jaiane, foi encontrada pela polícia dentro da residência, próxima ao corpo da mãe.
Toda a movimentação foi registrada por câmeras de monitoramento.
Fuga foi registrada por câmeras
Enquanto Vinicius estava dentro da residência, um carro preto, conduzido por Railson Ferreira da Silva, teria dado marcha à ré e estacionado em frente ao portão do imóvel.
Após os disparos, Vinicius deixou a casa pelo mesmo local utilizado para entrar, pulando novamente o muro. Em seguida, entrou no veículo e fugiu.
A investigação aponta que Railson teria dado apoio ao acusado durante a fuga.
Réus respondem por crimes com qualificadoras
Vinicius é julgado pelas mortes de Jaiane e Everaldo. Os crimes atribuídos a ele possuem diversas qualificadoras.
No caso de Jaiane Lemos, a acusação aponta:
- feminicídio;
- motivo torpe;
- meio cruel;
- recurso que dificultou a defesa da vítima;
- uso de arma de fogo de uso restrito;
- violência doméstica;
- crime cometido na presença da filha.
Já pela morte de Everaldo Oliveira, as qualificadoras são:
- motivo torpe;
- meio cruel;
- recurso que dificultou a defesa da vítima;
- uso de arma de fogo de uso restrito.
A sessão do Tribunal do Júri deverá analisar os depoimentos das testemunhas, as imagens das câmeras de segurança e demais provas reunidas durante a investigação para definir a responsabilidade dos acusados pelos crimes.

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