Cinco nomes entre os melhores ortopedistas do Brasil para hérnia L5-S1, mais a anatomia que explica a dor na perna.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, 21,6% dos adultos brasileiros convivem com algum problema crônico de coluna. Entre eles, muitos sentem a dor sair da lombar, atravessar o glúteo e descer pela perna até o pé. Uma das suspeitas mais comuns é a hérnia no último disco da região lombar, o L5-S1, e a pergunta que vem junto é a quem recorrer. Esta lista reúne cinco dos melhores ortopedistas do Brasil para esse quadro, com formação e área de atuação de cada um.

A seleção começa em Goiânia, onde o ortopedista Aurélio Arantes atua no tratamento da hérnia de disco L5-S1 em Goiânia e em outras doenças da coluna. Os outros quatro trabalham em Belo Horizonte, Sorocaba e Fortaleza. Isso pesa para quem mora longe dessas cidades, e por isso há uma seção só sobre como decidir a distância.

A anatomia da L5-S1 e o caminho da dor até o pé

A coluna lombar tem cinco vértebras, de L1 a L5. Logo abaixo da última delas vem o sacro, o osso triangular que se encaixa na bacia, e o primeiro segmento dele é o S1. Entre L5 e S1 fica o disco que liga o tronco à pelve. É onde a carga do corpo muda de direção. Por isso o desgaste costuma aparecer ali e no disco imediatamente acima.

O disco funciona como uma almofada: um núcleo gelatinoso envolvido por anéis de fibra. Na hérnia, parte do núcleo vence o anel e se projeta para o canal por onde passam as raízes nervosas. As raízes de L5 e de S1 saem exatamente nessa vizinhança e, junto com outras, formam o nervo ciático, o mais grosso do corpo, que corre pelo glúteo e pela parte de trás da coxa.

Aí está a explicação para o sintoma no membro inferior. O nervo irritado manda o sinal de dor para toda a área que ele alimenta. Quando é a raiz S1, a queixa tende a ocupar a parte de trás da coxa, a panturrilha e a borda externa do pé, às vezes o calcanhar. Quando é a L5, costuma pegar a lateral da perna e o dorso do pé. Choque, queimação e formigamento são descrições frequentes. A lombar pode até doer pouco: o problema está na coluna, mas o sintoma aparece longe dela.

Sinais de alerta e o que o exame mostra

Fraqueza para levantar o pé ou ficar na ponta dos dedos, dormência na região entre as pernas e dificuldade para controlar urina ou intestino pedem atendimento no mesmo dia. Esses sinais indicam compressão importante dos nervos e não esperam consulta marcada.

Nos demais casos, a conduta inicial costuma ser clínica, com analgesia orientada, fisioterapia e retorno gradual às atividades. A ressonância magnética entra para confirmar o nível e o lado da hérnia e sozinha engana. Um estudo de 2015 publicado no American Journal of Neuroradiology, de Brinjikji e colegas, achou desgaste de disco em cerca de dois terços das pessoas de 40 anos sem nenhuma dor. O que decide é o exame físico combinado com a imagem.

Os cinco melhores ortopedistas do Brasil na lista

  1. Aurélio Arantes, Goiânia (GO)
  2. Guilherme Gontijo, Belo Horizonte (MG)
  3. Douglas Spolidoro, Sorocaba (SP)
  4. Marlon Sudário, Belo Horizonte (MG)
  5. Fernando Antonio Mendes Façanha Filho, Fortaleza (CE)

A ordem abaixo não é um placar. Os melhores ortopedistas do Brasil para L5-S1 se distinguem pela formação em coluna e pelo tipo de procedimento que oferecem, e cada ficha segue o que os próprios sites e registros profissionais informam.

1. Aurélio Arantes (Goiânia, GO). Ortopedista com subespecialidade em coluna, graduou-se pela UFG em 2005 e fez residência em ortopedia no HC-UFG, onde hoje é preceptor. Tem CRM-GO 11500, RQE 7219 e é membro da SBOT e da Sociedade Brasileira de Coluna. Soma mais de duas mil cirurgias e realiza a endoscopia de hérnia por incisão menor que 1 cm. Trata ainda estenose, escoliose e doença degenerativa.

2. Guilherme Gontijo (Belo Horizonte). Atende na clínica Körpem, no bairro Belvedere. Cursou medicina na UFMG, fez residência em ortopedia e traumatologia e um fellowship em cirurgia da coluna, parte no Brasil e parte na Alemanha. O site da clínica descreve técnicas minimamente invasivas, cirurgia robótica, navegação e tratamentos personalizados.

3. Douglas Spolidoro (Sorocaba, SP). CRM 127171. Titular da SBOT, é membro efetivo da SBC e fez pós-graduação em tratamento intervencionista da dor no Albert Einstein. Atende na Ortoombro e lista hérnia de disco, ciática, lombalgia e cirurgia minimamente invasiva entre suas áreas.

4. Marlon Sudário (Belo Horizonte). Mais de 25 anos de atuação, CRM 31035. É ortopedista e traumatologista com subespecialização em cirurgia da coluna, integra a SBOT e a SBC e trabalha na ClinCol. Entre os temas do consultório estão endoscopia de coluna, hérnia, estenose, ciática e artrose.

5. Fernando Antonio Mendes Façanha Filho (Fortaleza, CE). Fez residência em ortopedia na Santa Casa de São Paulo e mestrado na FCMSCSP, a faculdade da própria Santa Casa. O perfil o apresenta como chefe do serviço de traumatologia do Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza, e lista deformidades da coluna, endoscopia, hérnia de disco e artrodese entre as áreas de atuação. Os dados vêm do perfil na Doctoralia, com CRM-CE 5011, e o leitor deve conferir o registro no conselho antes de agendar.

Como escolher a distância até o especialista

Para a maioria das hérnias, a fase inicial, com avaliação, fisioterapia e acompanhamento, pode acontecer perto de casa. A viagem entra quando existe indicação cirúrgica ou quando o paciente quer uma segunda opinião de um subespecialista em coluna.

Nesse caso, vale começar pela cidade da lista mais próxima de casa: Belo Horizonte fica no Sudeste, Goiânia no Centro-Oeste, Sorocaba no interior paulista e Fortaleza no Nordeste. Em qualquer uma delas, a viagem pede planejamento de deslocamento e de recuperação.

Entre os melhores ortopedistas do Brasil, alguns critérios valem mais do que a cidade: a formação em coluna, o registro de especialista (o RQE), o número de casos operados e a disposição do médico em explicar quando não operar. Vale conferir o CRM no portal do Conselho Federal de Medicina antes de agendar.

Perguntas frequentes

A hérnia L5-S1 sempre precisa de cirurgia?

Não. A maioria dos casos é conduzida sem operar, com medicação, fisioterapia e tempo. A cirurgia é considerada quando a dor na perna persiste apesar do tratamento ou quando há perda de força.

Por que a dor desce pela perna se o disco está na lombar?

Porque a raiz nervosa comprimida pertence ao nervo ciático. A dor é sentida ao longo do trajeto do nervo, da nádega ao pé, e não no local da hérnia.

Ressonância alterada significa que preciso operar?

Não necessariamente. Alterações de disco aparecem em muita gente sem dor. A decisão considera os sintomas, o exame físico e o resultado dos tratamentos já tentados.

Antes de marcar a consulta

Leve os exames de imagem em mídia, a lista de remédios usados e a descrição de onde a dor chega na perna. Anote o que piora, como tossir ou sentar, e o que alivia. Esses detalhes ajudam o especialista a localizar a raiz afetada. Se houver relatório de fisioterapia ou de pronto-atendimento anterior, leve também.

Quem depende de convênio, ou prefere uma equipe com mais de um especialista, pode comparar a estrutura de uma clínica de ortopedia em Goiânia com a de serviços de outras capitais. O que vale observar é quais profissionais atendem coluna, fisioterapia e dor no mesmo lugar.

Também ajuda perguntar, na primeira consulta, quais alternativas existem além da cirurgia, quanto tempo dura a recuperação e quando o retorno ao trabalho costuma ser liberado. Um bom especialista responde sem pressa e sem prometer resultado.

Em qualquer cidade, a regra é parecida: dor irradiada que não cede em algumas semanas merece avaliação, e fraqueza ou perda de controle urinário merecem pressa.

Mais sobre o tema: o colo entrega sinais da idade.

Dor que desce pela perna tem endereço na coluna, e saber disso já muda a conversa na consulta.