
Operação ocorreu em Espigão D’Oeste e inutilizou escavadeira, motores, geradores, motocicleta e acampamentos utilizados na exploração clandestina de minérios
Porto Velho, RO - A Polícia Federal, em ação integrada com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realizou uma operação de combate ao garimpo ilegal em áreas protegidas de Rondônia nos dias 9 e 10 de setembro de 2026. A fiscalização ocorreu simultaneamente na Terra Indígena Roosevelt e no Parque do Aripuanã, dentro dos limites territoriais de Espigão D’Oeste.
A operação foi desencadeada a partir de análises técnicas de imagens de satélite, que identificaram áreas com indícios de exploração clandestina de recursos minerais. As informações apontaram a existência de pontos ativos de degradação ambiental em territórios submetidos a regras especiais de proteção.
Durante a operação, equipes da Polícia Federal e do Ibama realizaram incursões terrestres e aéreas para localizar as estruturas utilizadas pelos garimpeiros. Nos pontos identificados, foram encontrados equipamentos e instalações utilizados para dar suporte à atividade ilegal.
Equipamentos foram inutilizados
De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, as equipes destruíram ou inutilizaram:
- 1 escavadeira hidráulica de grande porte;
- 5 motores estacionários de uso industrial;
- 1 motocicleta;
- 2 geradores de energia;
- 2 acampamentos utilizados como estrutura de apoio ao garimpo.
A inutilização dos equipamentos segue os procedimentos adotados pelos órgãos de fiscalização quando não há condições de retirada dos bens das áreas protegidas. A medida também busca interromper imediatamente a atividade ilegal e provocar impacto financeiro sobre os responsáveis pela exploração.
Garimpo ameaça meio ambiente e comunidades indígenas
A exploração clandestina de minérios em terras indígenas e unidades de conservação provoca impactos ambientais significativos, incluindo a destruição da vegetação, alteração do solo, contaminação de cursos d’água e comprometimento dos ecossistemas amazônicos.
Além dos danos ambientais, a atividade ilegal representa uma ameaça às comunidades indígenas que vivem na região, afetando o território e os recursos naturais utilizados pelos povos tradicionais.
As instituições responsáveis pela fiscalização informaram que as investigações continuam com o objetivo de identificar os responsáveis pela exploração, incluindo possíveis financiadores, operadores e beneficiários da atividade clandestina.
Os materiais e demais elementos encontrados durante a operação deverão integrar o inquérito instaurado pela Superintendência da Polícia Federal em Rondônia. A investigação deverá subsidiar a apuração das responsabilidades e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
A operação reforça a atuação integrada dos órgãos federais no combate à exploração ilegal de recursos naturais e na proteção de áreas ambientalmente sensíveis e territórios indígenas em Rondônia.

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