
Presidente do TCE-RO afirma que LDO prevê “margem zero” para novas despesas continuadas em 2027 e diz que propostas fora da realidade financeira podem “flertar com o estelionato eleitoral”
Porto Velho, RO - O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), Wilber Coimbra, afirmou que a Corte não declarou que Rondônia está “quebrada” ao apresentar aos candidatos ao Governo uma radiografia das contas públicas estaduais.
Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, Coimbra disse que o objetivo do encontro realizado pelo Tribunal foi expor dados sobre arrecadação, despesas obrigatórias, capacidade de investimento e compromissos financeiros que serão enfrentados pelo próximo governador. “Em momento algum o Tribunal, nem este presidente, falou que o Estado está quebrado”, afirmou.
Ao tratar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, Wilber disse que candidatos precisam demonstrar de onde sairão os recursos necessários para financiar obras, novos serviços e compromissos permanentes.
“Eu não posso prometer aquilo que eu não tenho condições de entregar”, declarou. Segundo ele, propostas que desconsiderem a capacidade financeira do Estado podem “flertar com o estelionato eleitoral”, especialmente quando envolvem despesas que continuarão sendo pagas nos anos seguintes.
A discussão avançou para os reajustes salariais do funcionalismo. Coimbra citou a Lei de Diretrizes Orçamentárias e afirmou que o texto prevê “margem zero” para despesas de caráter continuado no próximo exercício. Robson Oliveira questionou se, diante desse cenário, candidatos que prometessem aumentos para 2027 estariam mentindo. Wilber evitou assumir essa conclusão e respondeu: “Quem responde é a lei”. Perguntado em seguida se a margem prevista era realmente zero, confirmou: “É”.
O presidente do TCE também reconheceu que a arrecadação de Rondônia vem crescendo, mas advertiu que as despesas obrigatórias avançam paralelamente. Segundo ele, a atuação do Tribunal busca antecipar riscos para que governos adotem medidas antes que problemas fiscais se tornem irreversíveis. “Cabe a nós, enquanto órgão controlador, dizer: olha, isso aqui, num dado momento, nesta linha dinâmica do tempo, isso vai dar problema, isso pode colapsar”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Coimbra voltou a rejeitar a interpretação de que o Tribunal tenha declarado falência financeira do Estado. “O Tribunal não disse que o Estado de Rondônia está quebrado. O Tribunal só fez um diagnóstico”, reforçou. Em seguida, resumiu o papel preventivo da Corte com uma metáfora: “Não podem ficar com raiva do radiologista”.
Fonte: Resenha & Política
Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, Coimbra disse que o objetivo do encontro realizado pelo Tribunal foi expor dados sobre arrecadação, despesas obrigatórias, capacidade de investimento e compromissos financeiros que serão enfrentados pelo próximo governador. “Em momento algum o Tribunal, nem este presidente, falou que o Estado está quebrado”, afirmou.
Ao tratar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, Wilber disse que candidatos precisam demonstrar de onde sairão os recursos necessários para financiar obras, novos serviços e compromissos permanentes.
“Eu não posso prometer aquilo que eu não tenho condições de entregar”, declarou. Segundo ele, propostas que desconsiderem a capacidade financeira do Estado podem “flertar com o estelionato eleitoral”, especialmente quando envolvem despesas que continuarão sendo pagas nos anos seguintes.
A discussão avançou para os reajustes salariais do funcionalismo. Coimbra citou a Lei de Diretrizes Orçamentárias e afirmou que o texto prevê “margem zero” para despesas de caráter continuado no próximo exercício. Robson Oliveira questionou se, diante desse cenário, candidatos que prometessem aumentos para 2027 estariam mentindo. Wilber evitou assumir essa conclusão e respondeu: “Quem responde é a lei”. Perguntado em seguida se a margem prevista era realmente zero, confirmou: “É”.
O presidente do TCE também reconheceu que a arrecadação de Rondônia vem crescendo, mas advertiu que as despesas obrigatórias avançam paralelamente. Segundo ele, a atuação do Tribunal busca antecipar riscos para que governos adotem medidas antes que problemas fiscais se tornem irreversíveis. “Cabe a nós, enquanto órgão controlador, dizer: olha, isso aqui, num dado momento, nesta linha dinâmica do tempo, isso vai dar problema, isso pode colapsar”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Coimbra voltou a rejeitar a interpretação de que o Tribunal tenha declarado falência financeira do Estado. “O Tribunal não disse que o Estado de Rondônia está quebrado. O Tribunal só fez um diagnóstico”, reforçou. Em seguida, resumiu o papel preventivo da Corte com uma metáfora: “Não podem ficar com raiva do radiologista”.
Fonte: Resenha & Política

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