
Porto Velho, RO - A experiência de assistir a um filme ganhou um novo significado para os estudantes da Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade, em Candeias do Jamari. Como parte da programação de encerramento da passagem da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental pela escola, os alunos participaram da oficina “Introdução à Linguagem de Animação – Stop Motion”, atividade formativa que convidou os participantes a irem além da tela e conhecerem os processos de criação do audiovisual.
Ministrada pela professora, documentarista e produtora cultural Maria Luzia Santos, a oficina apresentou os fundamentos da técnica de animação quadro a quadro, utilizada em produções que transformam objetos, desenhos e personagens em movimento por meio da captura sequencial de imagens.
Ao longo das atividades, os estudantes tiveram contato com todas as etapas da produção de uma animação, desde a construção da ideia inicial até a elaboração de roteiros, criação de personagens, captação de imagens e edição dos vídeos.
Do celular à produção audiovisual
Segundo Maria Luzia, a proposta é mostrar que o audiovisual pode ser produzido com ferramentas acessíveis e, ao mesmo tempo, se tornar uma poderosa ferramenta de aprendizagem. “A oficina funciona em etapas. Primeiro trabalhamos a linguagem da animação, seus conceitos e possibilidades. Depois partimos para a prática, quando os estudantes começam a transformar ideias em personagens e histórias. Eles criam roteiros, produzem cenários e entendem como uma animação é construída quadro a quadro”, explica.
A atividade utiliza recursos simples, como celulares, aplicativos gratuitos e materiais de fácil acesso, aproximando os jovens da tecnologia por meio da criatividade e da experimentação.
Além de ensinar técnicas audiovisuais, a oficina propõe novas formas de aprendizado dentro e fora da sala de aula. A metodologia combina teoria e prática, incentivando o trabalho colaborativo e a construção coletiva de conhecimento.
Para a oficineira, o Stop Motion oferece possibilidades que dialogam com diferentes áreas do conhecimento. “É uma linguagem que abre muitas possibilidades pedagógicas. Pode ser utilizada de forma interdisciplinar, trabalhando conteúdos de diversas disciplinas. Além disso, aproxima os estudantes da tecnologia de maneira positiva e contribui para o desenvolvimento de metodologias mais participativas e criativas”, destaca.
A programação incluiu conteúdos sobre planejamento de roteiros, storyboard, fotografia, iluminação, edição e finalização de vídeos. Ao final, os participantes produziram pequenas animações autorais, colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante a oficina.
A 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura (FEDEC), por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL), do Estado de Rondônia.
Apoio: Cinemateca Brasileira; Sociedade Amigos da Cinemateca; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); LUCA – Laboratório Universitário de Cinema e Audiovisual; Programa de Pós-Graduação em Comunicação; Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

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