A legenda afirma que chancelar a manobra do PL seria seria ‘admitir que a tecnologia sirva de instrumento de contorno de comandos judiciais’


Vídeo exibido na convenção do PL em 25 de julho mostra uma versão de Jair Bolsonaro feita por IA declarando apoio ao filho Flávio. Foto: Reprodução YouTube

Porto Velho, RO - O PT rebateu, na noite desta quarta-feira 12, os argumentos da defesa de Flávio Bolsonaro (PL) na ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisa o vídeo de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)exibido durante a convenção nacional do PL.

A legenda afirma que chancelar esse tipo de atitude seria “admitir que a tecnologia sirva de instrumento de contorno de comandos judiciais e de fraude à disciplina eleitoral: o exato oposto da “conservação do ambiente informacional” que a própria defesa diz perseguir”.

Segundo o partido, existe o agravante de que a simulação é de uma pessoa que se encontra juridicamente afastada da cena eleitoral e submetida a restrições de comunicação. “A inteligência artificial foi empregada, aqui, precisamente para fazer “presente” — em palco de convenção nacional, em pleno horário de máxima exposição — quem o ordenamento afastou”, diz.

A federação pediu ao TSE a aplicação de multa de 30 mil reais e a exclusão do trecho da convenção em que a imagem de IA apareceu. A legenda do presidente Lula também sustentou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ter havido o descumprimento de medidas cautelares fixadas para manter o cumprimento da pena de Jair em prisão domiciliar.

O documento do PT foi protocolado um dia após a defesa de Flávio reforçar os argumentos pela legalidade da manobra e afirmar que a inteligência artificial apenas ampliou recursos técnicos já disponíveis, “não sendo viável nem mesmo factível sua completa eliminação da vida política”.

Fonte: Carta Capital