
Taxista João Gomes afirma que categoria enfrenta dificuldades para atuar no terminal rodoviário da capital
Porto Velho, RO - O taxista João Gomes esteve apresentando uma demanda que, segundo ele, vem prejudicando centenas de profissionais da categoria em Porto Velho. De acordo com o motorista, os taxistas estão enfrentando dificuldades para trabalhar no Terminal Rodoviário de Porto Velho após a criação de uma associação que estaria cobrando taxas para permitir a atuação no local.
Segundo João Gomes, cada veículo precisa pagar R$ 360,00 por mês, incluindo o motorista auxiliar, para ter acesso ao trabalho na rodoviária. Além disso, é cobrada uma taxa de R$ 5,00 por encomenda deixada no terminal.
O taxista afirma que os valores têm impactado diretamente a renda dos profissionais. De acordo com ele, atualmente existem cerca de 220 taxistas pagando as taxas, o que representa uma arrecadação aproximada de R$ 70 mil para garantir o direito de trabalhar na Rodoviária de Porto Velho.
Categoria enfrenta falta de espaços para trabalhar
João Gomes também destacou que Porto Velho possui aproximadamente 750 permissões (placas) de táxi, mas os profissionais enfrentam dificuldades para encontrar locais de trabalho.
Como exemplo, ele citou que os taxistas deixaram de atuar no Porto Velho Shopping. Além disso, afirma que grande parte das corridas de rua migrou para os aplicativos de transporte, enquanto, segundo sua versão, na rodoviária o acesso ao trabalho estaria concentrado sob regras impostas por uma única associação.
Caso foi levado a órgãos públicos
Ainda segundo João Gomes, a situação já foi apresentada a diversos órgãos públicos. Ele informou que procurou o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Justiça do Trabalho. Conforme relatou, o caso foi encaminhado para a Justiça Comum e também está sendo acompanhado na área de Direitos Humanos.
Diante da situação, o taxista fez um apelo para que o poder público analise o caso.
"Falta o que para as autoridades agir?", questionou João Gomes.
Taxistas aguardam resposta das autoridades
A categoria espera que os órgãos competentes avaliem a legalidade das cobranças e as condições de acesso ao trabalho no Terminal Rodoviário de Porto Velho. Os profissionais defendem que sejam adotadas medidas que garantam igualdade de oportunidades para todos os taxistas do município e melhores condições para o exercício da profissão.
Até o momento, não há manifestação pública da associação mencionada sobre as declarações apresentadas pelo taxista João Gomes. O espaço permanece aberto para que a entidade apresente sua versão dos fatos.

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