
Reunião de bancada do Congresso Nacional do Republicanos; ao centro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Douglas Gomes/Liderança Republicanos
Porto Velho, RO - O Republicanos ainda não descartou integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), mas a decisão continua condicionada às negociações estaduais. Segundo interlocutores das conversas, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, iniciou consultas aos diretórios estaduais e se reuniu na última semana com integrantes da cúpula do PL em São Paulo para discutir possíveis composições.
A avaliação no partido é que um eventual apoio ao senador dependerá menos da disputa nacional e mais da acomodação dos interesses regionais.
Entre as possibilidades discutidas está a retirada de candidaturas do PL em alguns estados para apoiar expoentes do Republicanos. Sergipe é um dos casos em análise, já que a legenda pretende lançar Valmir de Francisquinho ao governo. O Republicanos também trabalha com candidaturas próprias de Alan Rick, no Acre, de Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, e do governador Tarcísio de Freitas, que tentará a reeleição em São Paulo. Em Minas Gerais, a situação de Cleitinho permanece indefinida.
A interlocução com o PL tem contado com a participação de Tarcísio, que defende uma aproximação entre as duas legendas. Na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato, o governador afirmou que o senador “vai honrar” o legado de Jair Bolsonaro e pediu apoio à candidatura. O gesto foi interpretado como um sinal de alinhamento entre os dois partidos.
O apoio de Tarcísio, porém, não tem significado uma campanha conjunta irrestrita em São Paulo. Integrantes de sua pré-campanha afirmam que a estratégia é concentrar as agendas ao lado de Flávio no interior do estado, onde o bolsonarismo mantém maior força. Na capital e na região metropolitana, a avaliação é que a associação ao senador pode dificultar a tentativa de recuperar espaço em áreas onde Fernando Haddad (PT) venceu em 2022.
Outro ponto que segue sem destravar a negociação é a escolha do candidato a vice. Apesar da preferência de Flávio pela ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, dirigentes da legenda avaliam que ela não representa politicamente o partido por ter ingressado recentemente na sigla e não integrar seu núcleo de decisões. Internamente, sua eventual indicação não é vista como suficiente para caracterizar uma composição entre as duas legendas.
Fonte: Carta Capital

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