
A presidência da ALE/RO aguenta mais uma operação da PF?
Porto Velho, RO - A menos de seis meses das eleições de 2026, o 13º andar da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) respira um ar de tensão e incerteza. O temor de uma nova operação da Polícia Federal (PF) volta a assombrar os corredores do poder, depois que a Operação Reduto, deflagrada em 9 de julho de 2026, atingiu em cheio a cúpula da Casa.
Na ocasião, 11 servidores foram afastados e dois presos sob suspeita de integrar um esquema de "rachadinha" e fraudes em licitações. A PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ariquemes e Manaus, com bloqueio de bens que chega a R$ 9 milhões. O alvo principal das investigações é justamente o presidente da Casa, deputado Alex Redano (Republicanos), cujo gabinete e residências foram vasculhados pelos agentes.
Diante desse cenário, as perguntas que ecoam nos bastidores políticos são muitas e carregadas de apreensão:
A presidência da ALE/RO aguenta mais uma operação da PF?
Com o desgaste natural de uma investigação desse porte, a dúvida pairando no ar é se a atual gestão tem fôlego para resistir a um novo choque. A operação já expôs fragilidades internas e colocou em xeque a governabilidade, aumentando a pressão sobre o deputado Redano.
Alex Redano será candidato à reeleição ou tentará um novo cargo?O sonho de ser presidente na próxima legislatura está cada dia mais minguado.
Apesar do turbilhão, a expectativa é que Redano busque a reeleição. No entanto, a grande interrogação é: onde ele vai colocar tantos aliados em 2027, se for reeleito? Com o número de cadeiras limitado a 24 e a promessa de renovação de pelo menos 60% da Casa, o espaço para acomodar correligionários será mínimo, o que já azeda os ânimos de muitos apoiadores.
A ambição de Redano em comandar a ALE/RO no biênio 2027-2028 enfrenta agora uma forte resistência. As brigas institucionais e a sombra das investigações judiciais minaram sua popularidade entre os pares, tornando a recondução ao cargo um cenário cada vez mais distante.
Será que as brigas com deputados, imprensa e vereadores vão pesar?
O estilo confrontador de Redano já lhe rendeu inimizades em várias frentes. Em novembro de 2025, ele registrou um boletim de ocorrência contra o vereador de Porto Velho, Everaldo Fogaça, após uma discussão telefônica que terminou em ameaças. A Justiça, inclusive, negou dois pedidos de prisão contra o vereador feitos pelo parlamentar.
Além disso, o deputado federal Rafael "O Fera" (Podemos) tem sido uma pedra no sapato do grupo Redano. Em fevereiro de 2026, Fera publicou um vídeo criticando a gestão da prefeita Carla Redano (esposa de Alex) em Ariquemes, questionando a aplicação de recursos públicos, reacendendo a rivalidade entre as duas lideranças. Também são alvos de Alex Redano os vereadores Lano (MOBILIZA), Rafaela do Batista (PODEMOS).
Em 2027, se for reeleito, Alex Redano será daqueles que ninguém quer chegar perto?
A percepção nos bastidores é de que Redano se tornou uma figura "queimada". A qualquer momento, uma decisão judicial pode resultar em uma condenação, tornando-o um aliado de risco. O clima de "ninguém quer chegar perto" reflete o temor de que o cerco da Justiça se feche, transformando o presidente em um pária político em sua própria Casa.

1 Comentários
A grande pergunta é quando ele vai convocar os aprovados no concurso da ALERO que foi homologado este mês
ResponderExcluir