
Ex-deputada federal de Rondônia aparece mencionada em relatórios do Coaf dentro de apuração que tem como foco o senador Ciro Nogueira; menção no processo não significa que ela seja investigada
Porto Velho, RO - A ex-deputada federal Jaqueline Cassol, do PP de Rondônia, foi citada em reportagem do Portal Metrópoles sobre a investigação envolvendo o senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e o caso relacionado ao Banco Master.
A informação foi publicada na coluna de Andreza Matais, em reportagem assinada pelo jornalista André Shalders. Segundo o Metrópoles, pelo menos outros 11 políticos aparecem mencionados nas investigações tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a publicação, Jaqueline Cassol aparece listada em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, como remetente de valores para contas vinculadas a empresas da família Nogueira Lima.
MENÇÃO NO PROCESSO NÃO SIGNIFICA INVESTIGAÇÃO
Apesar da citação no material, a própria reportagem do Portal Metrópoles ressalta que a simples menção ao nome de políticos no processo não significa que todos sejam investigados.
Conforme a publicação, alguns nomes aparecem por diferentes motivos, como autoria de projetos de lei, participação em eventos patrocinados pelo Banco Master ou registros em relatórios financeiros.
No caso de Jaqueline Cassol, a menção ocorre dentro dos relatórios do Coaf, conforme informado pelo Metrópoles.
JAQUELINE CASSOL TENTA VOLTAR À CÂMARA DOS DEPUTADOS
Jaqueline Cassol já exerceu mandato de deputada federal por Rondônia e tenta retornar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Filiada ao PSD, a ex-parlamentar mantém atuação política no estado e busca reconstruir espaço eleitoral em meio às articulações partidárias para o próximo pleito.
Ela é casada com o atual secretário estadual de Agricultura de Rondônia, o jornalista Luiz Paulo.
DISPUTA POLÍTICA NO GRUPO CASSOL
No cenário político estadual, Jaqueline Cassol também enfrenta uma disputa interna no próprio campo familiar.
A ex-deputada não conta, neste momento, com o apoio direto do irmão, o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol, uma das principais lideranças políticas da família em Rondônia.
Ivo Cassol trabalha outra candidatura a deputado federal: a de Luiz Cláudio, que não é integrante da família Cassol.
A movimentação cria um cenário incomum para Jaqueline. Mesmo carregando um dos sobrenomes mais conhecidos da política rondoniense, ela tenta voltar ao Congresso sem o apoio direto da principal liderança histórica do grupo familiar.
INVESTIGAÇÃO TEM CIRO NOGUEIRA COMO FOCO
Segundo o Portal Metrópoles, a investigação tem como figura central o senador Ciro Nogueira. Ele é apontado pela Polícia Federal como suposto beneficiário de repasses financeiros indevidos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ciro Nogueira nega irregularidades.
Além de Jaqueline Cassol, a reportagem do Metrópoles cita nomes como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, deputados federais, ex-senadores e pessoas ligadas ao núcleo político e familiar de Ciro Nogueira.
PORTAL AGUARDA POSICIONAMENTO
Até o momento, Jaqueline Cassol não se manifestou publicamente sobre a menção ao seu nome na reportagem do Portal Metrópoles.
O jornal O OBSERVADOR deixa o espaço aberto para manifestação da ex-deputada. Caso haja posicionamento, a matéria poderá ser atualizada.
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Nota de Esclarecimento de Jaqueline Cassol
Esclareço, de forma categórica, que não possuo qualquer vínculo, participação ou relação com os fatos objeto da apuraçãoRecebi com surpresa a menção do meu nome em matéria veiculada pelo portal Metrópoles sobre investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Esclareço, de forma categórica, que não possuo qualquer vínculo, participação ou relação com os fatos objeto da apuração.
Não sou investigada e não há contra mim qualquer ação penal, indiciamento ou medida judicial no âmbito do inquérito que tramita perante o Supremo Tribunal Federal.
Minha trajetória pública sempre foi pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições. Exerci meu mandato com responsabilidade, tive minhas contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral e não possuo condenações ou pendências judiciais relacionadas aos fatos mencionados.
A simples menção de um nome em relatório do COAF não significa, por si só, a existência de irregularidade ou a condição de investigado. A própria matéria esclarece essa circunstância.
Estou buscando acesso integral às informações oficiais e, tão logo disponha dos elementos necessários, prestarei todos os esclarecimentos cabíveis com a transparência, a responsabilidade e a serenidade que sempre pautaram minha vida pública.
Porto Velho/RO, 17 de junho de 2026.
Jaqueline Cassol

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