Com a margem estreita, o resultado da eleição peruana ainda é incerto


Roberto Sánchez e Keiko Fujimori., Foto: Ernesto Benevides/AFP

Porto Velho, RO - Nove dias após a votação do segundo turno das eleições para a presidência do Peru, o resultado ainda segue incerto. Com mais de 99% das urnas apuradas até a manhã desta terça-feira 16, Keiko Fujimori, de extrema-direita, tem vantagem de cerca de 30 mil votos na disputa com Roberto Sánchez, de esquerda.

Segundo os dados oficiais divulgados pela autoridade eleitoral peruana, Keiko somava 50,09% dos votos válidos até o momento. Sánchez, por sua vez, tinha 49,01%. Foram computados mais de 18 milhões de votos válidos.

A apuração está apertada desde o início da contagem, ainda no dia da votação, domingo 7. Keiko iniciou liderando, mas perdeu a dianteira para Sánchez na segunda-feira 8. O candidato de esquerda ficou à frente, sempre por vantagem estreita, até quinta-feira 11. De lá para cá, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori está na ponta.

Apesar do alto índice de urnas apuradas, o resultado final ainda pode demorar alguns dias, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais, que organiza a votação. A demora se deve a dificuldades logísticas no envio de parte dos votos de áreas rurais remotas do país.

Keiko Fujimori apela ao legado do pai, o ex-ditador Roberto Fujimori, acusado de crimes contra a humanidade. Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, reivindica o passado camponês do ex-presidente Pedro Castillo.

Um ano e meio após assumir o poder em 2021, Castillo tentou dissolver o Congresso, foi destituído e preso. Como demonstração de lealdade, Sánchez prometeu indultar o ex-presidente e o visitou na prisão.

Fonte: Carta Capital