
O comunicador havia apresentado, no mês de março, uma interpelação judicial criminal após falas da deputada; a coluna descobriu novidades
Porto Velho, RO - A coluna Fábia Oliveira descobriu que Ratinho amargou seu primeiro revés em uma ação na Justiça contra Erika Hilton. O comunicador havia apresentado, no mês de março, uma interpelação judicial criminal após falas da deputada.
Entenda o caso
O caso teve início após um tuíte de Erika, no X, afirmando que notícias em 2016 reportavam que o famoso “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná”. Hilton disse, também, que faria denúncias “contra um escândalo” envolvendo um de seus filhos e o crime de estupro de vulnerável.
Após a publicação, Ratinho apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) sua interpelação. A peça é, em resumo, um pedido formal de explicações em juízo à política. Ratinho afirmou que o pedido era uma preparação para, posteriormente, apresentar uma queixa-crime contra Erika Hilton por crimes contra sua honra. Ele diz que suas falas foram inverídicas e ofensivas.
No documento, o comunicador pediu que Erika responda: (I) qual de seus filhos estaria envolvido na prática criminosa, (II) em que circunstâncias o crime de estupro teria ocorrido, (III) em qual de suas fazendas ocorria trabalho escravo e (IV) em quais circunstâncias tais trabalhos aconteceram.
Manifestação do promotor
Descobrimos que, na última segunda-feira (18/5), o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) se manifestou contra o pedido formulado por Ratinho. O promotor de Justiça Leonardo Carneiro Britto afirmou que o apresentador extrapolou os objetivos da interpelação.
Ele observou que o instrumento serve para casos que contenham expressões nebulosas, ambíguas ou vagas que possam sugerir a prática de delito contra a honra. O profissional sustentou estar evidente que o contratado do SBT compreendeu integralmente as falas de Erika Hilton, afirmando, categoricamente, que são criminosas.
Leonardo Carneiro Britto esclareceu que a interpelação não pode servir como instrumento de investigação ou meio para obter provas e informações forçadamente que respaldem uma futura ação criminal contra a deputada. Além disso, o promotor destacou que parte das falas se refere a herdeiro do apresentador, a quem caberia formular eventual pedido de explicações em juízo.
Com a manifestação, o representante do MPDFT opina pelo não acolhimento dos pedidos de Ratinho. Agora, caberá ao juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília, Omar Dantas Lima, decidir se a interpelação deve ou não prosperar.
Fonte: Metropoles


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