Pré-candidato à presidência da República Renan Santos (Missão), outdoor na avenida Sete de Setembro com Rio Madeira em Porto Velho


Porto Velho, RO - A pré-candidatura de Renan dos Santos à Presidência da República em 2026 começou a produzir um fenômeno que a velha política brasileira conhece bem: quando um nome novo começa a crescer fora das estruturas tradicionais, imediatamente passa a incomodar partidos, caciques e grupos já consolidados no poder.

E é exatamente isso que começa a acontecer com Renan.

Fundador do Movimento Brasil Livre e atual presidente do Partido Missão, Renan dos Santos saiu do campo do ativismo digital para tentar ocupar um espaço muito mais ambicioso: o da construção de uma nova força política nacional.

Sua trajetória nasceu no calor das manifestações contra o governo de Dilma Rousseff, quando o MBL se tornou uma das principais máquinas de mobilização política via internet no Brasil. Enquanto partidos tradicionais ainda dependiam da televisão e dos velhos acordos de gabinete, Renan e o MBL aprenderam cedo a dominar redes sociais, linguagem popular, vídeos curtos e mobilização digital em massa.

Ali surgiu uma nova forma de fazer política.

Ao contrário de muitos líderes tradicionais moldados dentro de partidos históricos, sindicatos ou famílias políticas, Renan nasceu politicamente dentro da internet — e isso faz enorme diferença em 2026.

Hoje, o Partido Missão tenta se apresentar como alternativa ao desgaste tanto da esquerda petista quanto da direita tradicional ligada ao bolsonarismo clássico. O discurso de Renan mistura:

combate à velha política;
endurecimento contra o crime;
defesa de reformas estruturais;
nacionalismo pragmático;
modernização institucional;
e forte presença digital.

Mas o que mais chama atenção é que o crescimento da sua pré-candidatura já começa a ultrapassar o eixo São Paulo-Brasília e alcançar estados onde o eleitorado conservador possui grande força política.

E Rondônia entra exatamente nesse cenário.

Nos bastidores políticos rondonienses, principalmente nas cidades de Porto Velho e Ouro Preto do Oeste, já começam a surgir movimentos favoráveis ao nome de Renan dos Santos para 2026.

Ainda são movimentos iniciais, muito ligados a grupos conservadores, jovens da direita digital, setores liberais e militantes independentes que acompanham o MBL desde os protestos do impeachment. Mas o crescimento dessas articulações começa a chamar atenção porque Rondônia sempre foi um estado muito receptivo a discursos ligados à segurança pública, conservadorismo e enfrentamento direto ao sistema político tradicional.

Em Porto Velho, a movimentação acontece principalmente nas redes sociais, grupos políticos e círculos de debatedores digitais que enxergam em Renan uma alternativa fora da polarização tradicional entre lulismo e bolsonarismo.

Já em Ouro Preto do Oeste, o apoio começa a aparecer de maneira mais orgânica entre pequenos grupos conservadores e lideranças locais que acompanham o crescimento do Partido Missão no cenário nacional.

E isso preocupa a política tradicional.


Porque Renan dos Santos não depende exclusivamente da estrutura clássica dos partidos. Sua força está justamente na comunicação digital, no engajamento online e na capacidade de mobilizar jovens eleitores que já não se identificam totalmente com os grupos políticos tradicionais.

Além disso, Renan carrega uma característica rara na política brasileira atual: fala diretamente para uma geração criada dentro da internet, dos memes políticos, dos podcasts e dos debates em tempo real.

Por outro lado, ele também acumula forte rejeição.

Críticos afirmam que o MBL ajudou a radicalizar o ambiente político brasileiro após 2014. Outros questionam posições duras defendidas por Renan na área da segurança pública, como endurecimento penal, combate agressivo ao crime organizado e propostas consideradas extremas por adversários políticos.

Mas há uma realidade impossível de ignorar:
Renan dos Santos começou a entrar no radar nacional como candidato competitivo de médio prazo.

E em estados como Rondônia, onde a política é profundamente influenciada por redes sociais, rádio, opinião digital e movimentos conservadores, sua presença começa lentamente a ganhar terreno.

A eleição de 2026 promete uma disputa feroz não apenas entre partidos, mas também entre narrativas.

E Renan parece entender isso como poucos.

Porque hoje, no Brasil, quem domina a narrativa muitas vezes chega ao poder antes mesmo de dominar a máquina partidária.

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