
Grupo aliciava funcionários de armazéns para liberar caminhões sem nota fiscal. Durante a Operação Joio, policiais cumpriram 4 mandados de busca e apreensão
Porto Velho, RO - A Polícia Civil realizou uma operação nesta sexta-feira, dia 29, para desarticular um esquema criminoso de desvio de grãos no Cone Sul de Rondônia.
As investigações começaram após a denúncia do furto de 4 cargas de soja e 2 de milho em um armazém localizado no município de Chupinguaia.
Durante a Operação Joio, policiais cumpriram 4 mandados de busca em Porto Velho, Chupinguaia e Vilhena contra empresários, ex-funcionários e um classificador de grãos.
O grupo aliciava funcionários para liberar caminhões sem nota fiscal e utilizava documentos falsos de uma empresa de fachada para simular a legalidade.
No final do esquema, um produtor rural recebia as cargas furtadas e as revendia ilegalmente como se tivessem sido produzidas em sua própria fazenda.
A Polícia Civil fez uma operação, nesta sexta-feira (29), contra um esquema criminoso de desvio de grãos no Cone Sul de Rondônia. De acordo com as investigações, o grupo corrompia funcionários de armazéns para liberar caminhões que aparentavam estar dentro da legalidade, mas, na realidade, os veículos transportavam cargas furtadas de soja e milho sem nota fiscal.
A articulação foi descoberta depois que o dono de um armazém de grãos localizado em Chupinguaia (RO) denunciou o furto de quatro cargas de soja e duas de milho.
A Polícia começou a investigar e descobriu que, não se tratava de um caso isolado e sim de uma rede criminosa organizada que atua na região.
Durante a Operação Joio, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Porto Velho, Chupinguaia (RO) e Vilhena (RO). Os alvos são um empresário e produtor, um classificador e ex-funcionários de um armazém.
Como funcionava o esquema
Funcionários de armazéns eram aliciados para permitir a saída de caminhões das balanças como se fossem carregamentos regulares, com ordens de carregamentos legais emitidas por transportadoras.
Os caminhões saíam do armazém sem nota fiscal e eram "esquentadas" com documentos emitidos por uma empresa de fachada, que tinha CNPJ ativo, mas não funcionava de fato.
No final do esquema, um produtor rural recebia as cargas furtadas e as revendia ilegalmente como se tivessem sido produzidas em sua própria fazenda.
Fonte: G1


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