Obras na BR-425 seguem em ritmo lento e preocupam motoristas. Em vários trechos, o asfalto recém-feito já apresenta buracos, evidenciando problemas na qualidade do serviço. Enquanto isso, quem passa pela rodovia enfrenta dificuldades, riscos e precisa de muita paciência diante de uma obra que parece não ter fim

Texto e foto Marcelo Gladson/OBSERVADOR

PORTO VELHO, RO
- A principal ligação terrestre entre Porto Velho e Guajará-Mirim, feita pelas rodovias BR-364 e BR-425, tem se transformado em um verdadeiro desafio para quem precisa trafegar pela região. O que deveria ser um corredor essencial para o desenvolvimento econômico e social, hoje se tornou motivo de revolta e preocupação.

Logo após o distrito de Jaci-Paraná, na BR-364, o cenário já começa a se deteriorar. O trecho apresenta inúmeros buracos, desgaste do asfalto e falta de manutenção adequada, exigindo atenção redobrada dos motoristas e reduzindo drasticamente a velocidade da viagem.

Mas a situação se agrava ainda mais ao entrar na BR-425. Entre o início da rodovia até as proximidades de Nova Mamoré, o motorista precisa de paciência e muita cautela. São buracos espalhados por toda a pista, inclusive em locais que receberam asfaltamento recente — um problema que levanta questionamentos sobre a qualidade dos serviços executados.

Outro ponto crítico são os três trechos em obras, que há tempos seguem sem conclusão. Quem passa pelo local se depara com trechos irregulares e sinalização precária. A sensação é de abandono: obras que se arrastam, nunca terminam e deixam a estrada em condições ainda piores.

Além do desconforto, o risco de acidentes é constante. Motoristas precisam fazer manobras perigosas para desviar de crateras, enfrentam trechos escorregadios e convivem com a insegurança de trafegar por uma rodovia que está longe de oferecer condições mínimas de segurança.

A realidade da BR-364 e, principalmente, da BR-425, escancara um problema antigo: a demora excessiva nas obras e a baixa qualidade da infraestrutura. Enquanto isso, quem depende da estrada — trabalhadores, comerciantes e moradores da região — segue pagando o preço de uma rodovia que deveria integrar, mas que hoje dificulta a vida de todos.