
Deputado pede inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro no inquérito que investiga Eduardo por coação
Porto Velho, RO - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou com petição no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (18/5), para que o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam incluídos no inquérito que investiga o deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de obstrução de Justiça.
Na última semana, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu a condenação de Eduardo no inquérito 4995. Para o PGR, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil.
Através da petição, Lindbergh pede a inclusão de assuntos recentes relacionados com o filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Na petição, apresentada ao ministro do STF Alexandre de Moraes, o deputado afirma que há “fortes indícios” de que os recursos negociados para financiar o filme possam ter sido usados, total ou parcialmente, para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras.
“A hipótese de conexão com o INQ 4995 surge porque o mesmo núcleo familiar e político que buscava reconstruir a imagem pública de Jair Bolsonaro por meio de obra audiovisual milionária também se encontrava envolvido em atuação internacional para constranger o Supremo Tribunal Federal, deslegitimar o julgamento da tentativa de golpe e impor sanções estrangeiras contra o Brasil”, argumenta o líder do governo Lula na Câmara.
O documento cita reportagens publicadas em maio de 2026 que revelaram negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a petição, os valores discutidos variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões.
Para Lindbergh, a investigação precisa responder “para onde foi o dinheiro” e se houve uso dos recursos para lobby, comunicação política, relações governamentais, produção de conteúdo digital, viagens e interlocução com autoridades estrangeiras.
A indicação para inclusão de Jair Bolsonaro no inquérito se da, “ao menos inicialmente”, pelo ex-presidente ser apontado como beneficiário direto ou indireto dos fatos, uma vez que a obra e a ofensiva internacional visariam reconstruir sua imagem política e obter anistia para os envolvidos na trama golpista.
Fonte: Metropoles


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