
Recurso será aplicado em obras de macrodrenagem
Porto Velho, RO - Porto Velho está entre as 13 cidades brasileiras contempladas com recursos do Novo PAC para obras de drenagem urbana. Além disso, é a terceira cidade do país que mais captou investimentos nessa área em 2025, com um total de R$ 200 milhões destinados à capital.
O recurso será aplicado em obras de macrodrenagem, aquelas intervenções maiores que atuam diretamente nos canais por onde a água da chuva escoa. Na prática, isso significa enfrentar um dos problemas mais antigos da cidade: os alagamentos.
O planejamento começou após uma forte chuva registrada no início de 2025. A partir desse cenário, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) realizaram um levantamento completo da cidade para identificar os principais pontos de alagamento e as necessidades de cada região.
Esse diagnóstico foi enviado ao Governo Federal e serviu de base para a aprovação dos recursos.
Drenagem da cidade funciona como um sistema
Segundo o engenheiro civil e diretor do Departamento de Projetos da Seinfra, Leandro de Almeida, o objetivo é atuar de forma mais estruturada: “Porto Velho tem um problema histórico de alagamentos. Com esse investimento, a gente consegue avançar de forma mais eficiente e reduzir esses impactos na cidade”.
A drenagem da cidade funciona como um sistema: começa nas bocas de lobo, passa pelas galerias e chega aos grandes canais. Quando esses canais estão comprometidos, seja por acúmulo de sedimentos ou outros problemas, a água não escoa como deveria e acaba retornando para as ruas.
“Quando a parte principal não funciona bem, todo o restante também é afetado. Por isso, a macrodrenagem é fundamental para melhorar o escoamento da água”, destacou Leandro.
Entre os pontos já identificados como mais críticos estão regiões das zonas Leste e Sul da cidade, além de áreas próximas à região central.
Canais importantes, como os do Tancredo Neves, Bate Estaca, região da rodoviária e Belmonte, estão no planejamento das intervenções.
Expectativa é que, com as obras, esses locais deixem de sofrer com alagamentos frequentes
A expectativa é que, com as obras, esses locais deixem de sofrer com alagamentos frequentes, especialmente durante o período de chuvas mais intensas.
Como funciona o investimento
Do total de R$ 200 milhões:
- R$ 90 milhões são recursos da União, com contrapartida do município
- Cerca de R$ 110 milhões vêm de financiamento via FGTS, com juros baixos e pagamento a longo prazo
O recurso não é liberado de uma vez só. Ele é repassado conforme o andamento das obras, seguindo etapas de execução e medição.
PRÓXIMOS PASSOS
Os projetos já estão aprovados e agora entram na fase final de ajustes e licitação.
A previsão é que as primeiras obras comecem ainda este ano, com execução em maior escala a partir de 2027.

Para Thiago Cantanhede, o impacto vai além da infraestrutura
Como se tratam de intervenções de grande porte, algumas mudanças na rotina da cidade serão inevitáveis.
Interdições de ruas, desvios no trânsito e movimentação de máquinas devem fazer parte do dia a dia durante a execução das obras.
A orientação é que a população tenha paciência nesse período, já que os benefícios são duradouros.
Além de reduzir os alagamentos, o investimento deve trazer reflexos importantes na saúde pública e na mobilidade urbana.
Menos água parada significa menos risco de doenças. E ruas sem alagamentos garantem mais segurança e facilidade de deslocamento.
Para o secretário da Seinfra, Thiago Cantanhede, o impacto vai além da infraestrutura.
“É um investimento que melhora a qualidade de vida e prepara a cidade para enfrentar melhor os períodos de chuva”, destacou.
O prefeito Léo Moraes também reforçou a importância da obra. “Esse investimento vai atacar um problema histórico da cidade e garantir mais segurança e qualidade de vida para a população”.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)


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