
Nova regra garante até três dias de ausência remunerada por ano para exames preventivos; empresas agora devem informar e incentivar o uso do benefício, que busca ampliar o acesso à saúde e estimular o diagnóstico precoce - © Edson Lopes Jr/A2AD
Porto Velho, RO - Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe mudanças importantes para trabalhadores com carteira assinada. A medida reforça o direito de realizar exames médicos preventivos sem ter desconto no salário, ampliando o acesso à saúde e incentivando a prevenção de doenças.
A atualização da Consolidação das Leis do Trabalho já está em vigor e permite que o trabalhador se ausente do emprego por até três dias por ano, com remuneração garantida, desde que o motivo seja a realização de exames médicos preventivos.
Na prática, isso significa que o empregado não perde dinheiro ao cuidar da própria saúde. O direito vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT e deve ser respeitado pelas empresas.
O benefício não é totalmente novo. Ele já existia desde 2018, mas a nova lei trouxe uma mudança importante: agora, as empresas são obrigadas a informar os funcionários sobre esse direito e incentivar seu uso.
Com isso, as empresas passam a ter responsabilidades como divulgar campanhas de prevenção, estimular a realização de exames e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do diagnóstico precoce.
A legislação destaca especialmente exames relacionados à prevenção de doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções como HPV, reforçando a importância do cuidado regular com a saúde.
Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa comprovar a ausência. Isso pode ser feito com um documento simples que comprove o comparecimento ao exame, seguindo também as regras internas da empresa.
A medida busca resolver um problema comum: muitos trabalhadores evitavam fazer exames por medo de perder parte do salário. Com a garantia de ausência remunerada, a expectativa é aumentar o acesso à saúde preventiva, identificar doenças mais cedo e reduzir afastamentos prolongados do trabalho.
Especialistas apontam que a mudança beneficia tanto os trabalhadores, que ganham mais segurança para cuidar da saúde, quanto as empresas, que podem reduzir custos com licenças médicas mais longas no futuro.
Fonte: Notícias ao Minuto


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