A ordem foi assinada pelo ministro André Mendonça e cumprida por agentes da Polícia Federal


Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Foto: Reprodução

Porto Velho, RO - O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira 4. A ordem foi dada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e cumprida por agentes da Polícia Federal.

Mendonça foi sorteado como relator do processo após a saída de Dias Toffoli, que foi pressionado a deixar a investigação ao ter seu nome mencionado em arquivos encontrados no celular do banqueiro. Uma relação comercial com fundos administrados pelo Master também pesou contra o ministro.

Os detalhes da decisão de Mendonça expedida nesta quarta-feira ainda não foram divulgados pelo STF. Em nota, a PF afirmou ser essa a terceira fase da Operação Compliance Zero. A corporação informa que cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem em São Paulo e em Minas Gerais.

Ainda segundo a PF, Mendonça determinou o afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até 22 bilhões de reais. A lista de todos os alvos da ação, no entanto, ainda não foi divulgada. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”, diz a nota da corporação.

Vorcaro, preso nesta quarta, já havia sido detido no ano passado por suspeitas de fraudes financeiras no banco. A prisão ocorreu em novembro, poucas horas após o Master ser liquidado pelo Banco Central. Ele ficou 11 dias preso e foi solto com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

As ações desta quarta, novamente, investigam a fraude financeira no banco liquidado. De acordo com a PF, o foco da vez é apurar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos”. Os crimes listados teriam sido praticados por uma organização criminosa, sustentam os investigadores.

Procurada por CartaCapital, a defesa de Vorcaro ainda não se pronunciou sobre a nova prisão do banqueiro.

Fonte: Carta Capital