
Imagens mostram cotidiano marcado por viagens, passeios e lazer, contrastando com a situação judicial que o ex-PM enfrenta no Brasil
Porto Velho, RO - O ex-soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) Djair Oliveira de Araújo, investigado por aplicar golpe milionário, inclusive contra policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e provocar prejuízo estimado em R$ 30 milhões, fixou residência na Espanha. O “trader” leva uma vida confortável na Europa, mesmo após se tornar réu em ação penal no Brasil.
Vídeos obtidos pela coluna Na Mira revelam detalhes da rotina do ex-policial com a esposa, Vanessa Dias Rigueto, em diversos destinos europeus. As imagens mostram um cotidiano marcado por viagens, passeios e momentos de lazer, contrastando com a situação judicial enfrentada por Djair no Brasil. Vanessa também foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPERJ) e virou ré.
Em audiência realizada por videoconferência, o ex-PM chegou a afirmar que estaria trabalhando como “metalúrgico” e “pedreiro” para sobreviver no país europeu. No entanto, registros recentes divulgados nas redes sociais mostram o casal em viagens de trem por cidades bucólicas, estações de esqui e capitais turísticas famosas, sugerindo rotina bastante diferente da apresentada à Justiça.
Viagens de trem e paisagens europeias
Entre os vídeos obtidos pela coluna, alguns dos mais chamativos mostram Djair e Vanessa sentados em vagões panorâmicos, registrando pela janela paisagens montanhosas, vilarejos históricos e campos cobertos de neve.
Em determinado trecho, o casal comenta o trajeto enquanto o trem atravessa uma região rural, repleta de casas de pedra, igrejas antigas e pequenas estações ferroviárias, típicas das regiões mais charmosas da Europa.
Os registros mostram momentos de descontração durante o percurso, com o casal rindo e comentando sobre os destinos visitados. As imagens contrastam com a versão apresentada pelo ex-policial em audiência judicial de que enfrenta dificuldades financeiras no exterior.
Passeios em estações de esqui
Outro conjunto de vídeos mostra Djair e a esposa em estações de esqui europeias, cercados por montanhas cobertas de neve. Nas gravações, o casal aparece caminhando entre turistas, restaurantes e lojas típicas desses destinos de inverno. Em algumas cenas, eles registram a paisagem ao redor, com pistas de esqui movimentadas e teleféricos cruzando o céu.
Em determinado momento, Vanessa grava o marido observando a vista das montanhas enquanto comenta sobre o frio e o cenário ao redor. As imagens também mostram áreas de convivência das estações, com visitantes reunidos em cafés e bares após as atividades na neve.
Além das viagens pelas áreas rurais e montanhosas da Europa, os vídeos indicam passagens por grandes centros urbanos do continente. Entre os registros, está uma visita a Paris, onde o casal aparece caminhando por ruas movimentadas.
A investigação no Brasil
Enquanto mantém essa rotina no exterior, Djair responde no Brasil a uma ação penal relacionada ao funcionamento da empresa Dektos Investimentos Ltda. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o ex-policial e outras três pessoas teriam participado da captação de investidores com promessas de rentabilidade mensal de até 5%.
Além de Djair, foram denunciados:
- Vanessa Dias Rigueto, esposa do ex-PM
- Luan Oliveira de Moura, irmão de Djair
- Veronica Oliveira de Araújo, ex-funcionária da empresa
Segundo a apuração, os três primeiros atuavam na captação de clientes, enquanto Veronica seria responsável pela estrutura administrativa da empresa. A Polícia Civil solicitou à Justiça prisão preventiva, mandados de busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa.
Como funcionava o investimento
De acordo com os depoimentos das vítimas, a empresa prometia pagamentos mensais equivalentes a 5% do valor investido. Um dos casos descritos na denúncia envolve uma vítima que iniciou com R$ 50 mil, recebendo inicialmente os pagamentos prometidos.
Confiando na operação, a pessoa continuou aplicando dinheiro na empresa, chegando a investir R$ 460 mil em março de 2023. Durante alguns meses, recebeu R$ 35 mil mensais. Mas, a partir de setembro de 2023, os valores começaram a diminuir.
Quando o investidor procurou Djair, o ex-policial teria afirmado que os pagamentos voltariam ao normal em três meses, o que não ocorreu. Em janeiro de 2024, a vítima solicitou a devolução de todo o capital investido, que totalizava R$ 592 mil. O dinheiro nunca foi devolvido.
Policiais venderam bens para investir
Segundo relatos reunidos na investigação, a reputação de Djair dentro da Polícia Militar ajudou a convencer colegas de farda a investir. Entre os investidores estariam:
Segundo relatos reunidos na investigação, a reputação de Djair dentro da Polícia Militar ajudou a convencer colegas de farda a investir. Entre os investidores estariam:
- policiais militares
- ex-policiais
- profissionais liberais
Alguns chegaram a vender imóveis e contrair empréstimos consignados para aplicar dinheiro no negócio. Quando os pagamentos começaram a falhar, muitos perceberam que poderiam ter sido vítimas de um esquema semelhante a uma pirâmide financeira.
Ostentação nas redes sociais
Antes mesmo de deixar a Polícia Militar, Djair já chamava a atenção nas redes sociais. Ainda na corporação, ele publicava fotos e vídeos exibindo carros superesportivos, viagens internacionais, jantares em restaurantes de luxo e passeios em hotéis e destinos turísticos.
Essas publicações eram utilizadas para construir a imagem de um trader bem-sucedido no mercado financeiro. Para reforçar a credibilidade da empresa, Djair montou um escritório sofisticado da Dektos em um prédio comercial no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.
No local, recebia investidores e apresentava supostas estratégias de operação no mercado financeiro. Segundo relatos de vítimas, ele afirmava conseguir ganhos de até R$ 20 mil por dia operando ativos como dólar futuro e outros produtos financeiros.
A aproximação com policiais do Bope
Segundo depoimentos colhidos pela investigação, Djair também se aproximou de policiais do Bope. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele chegou a utilizar o símbolo da unidade — a faca na caveira — em conteúdos motivacionais.
A estratégia, segundo vítimas, ajudava a transmitir imagem de confiança e credibilidade. Após o desaparecimento do dinheiro, cerca de 20 investidores se reuniram em um grupo de WhatsApp para compartilhar informações e tentar recuperar os valores.
Entre os relatos, estão perdas que chegam a centenas de milhares de reais. Um ex-policial militar afirmou ter investido R$ 330 mil na empresa após confiar no antigo colega de farda. Outro caso envolve um engenheiro civil que perdeu R$ 595 mil depois de acreditar nas promessas de retorno mensal. As investigações continuam. Enquanto isso, as vítimas aguardam decisões judiciais que possam permitir a recuperação de parte dos valores perdidos.
E, do outro lado do Atlântico, o ex-policial acusado do golpe segue esbanjando rotina que contrasta fortemente com o rastro de prejuízos deixado no Brasil.
Antes mesmo de deixar a Polícia Militar, Djair já chamava a atenção nas redes sociais. Ainda na corporação, ele publicava fotos e vídeos exibindo carros superesportivos, viagens internacionais, jantares em restaurantes de luxo e passeios em hotéis e destinos turísticos.
Essas publicações eram utilizadas para construir a imagem de um trader bem-sucedido no mercado financeiro. Para reforçar a credibilidade da empresa, Djair montou um escritório sofisticado da Dektos em um prédio comercial no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.
No local, recebia investidores e apresentava supostas estratégias de operação no mercado financeiro. Segundo relatos de vítimas, ele afirmava conseguir ganhos de até R$ 20 mil por dia operando ativos como dólar futuro e outros produtos financeiros.
A aproximação com policiais do Bope
Segundo depoimentos colhidos pela investigação, Djair também se aproximou de policiais do Bope. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele chegou a utilizar o símbolo da unidade — a faca na caveira — em conteúdos motivacionais.
A estratégia, segundo vítimas, ajudava a transmitir imagem de confiança e credibilidade. Após o desaparecimento do dinheiro, cerca de 20 investidores se reuniram em um grupo de WhatsApp para compartilhar informações e tentar recuperar os valores.
Entre os relatos, estão perdas que chegam a centenas de milhares de reais. Um ex-policial militar afirmou ter investido R$ 330 mil na empresa após confiar no antigo colega de farda. Outro caso envolve um engenheiro civil que perdeu R$ 595 mil depois de acreditar nas promessas de retorno mensal. As investigações continuam. Enquanto isso, as vítimas aguardam decisões judiciais que possam permitir a recuperação de parte dos valores perdidos.
E, do outro lado do Atlântico, o ex-policial acusado do golpe segue esbanjando rotina que contrasta fortemente com o rastro de prejuízos deixado no Brasil.
Fonte: Metropoles


0 Comentários