Presidente dos Estados Unidos faz declaração em rede social - © REUTERS/Kevin Lamarque/Proibida reprodução
Porto Velho, RO - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (12) que a seleção de futebol do Irã é bem-vinda para participar da Copa do Mundo, mas que acredita que não é apropriado que eles estejam na competição “para sua própria vida e segurança”.


“A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança”, disse Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
O ministro dos Esportes do Irã afirmou na última quarta-feira (11) que não seria possível para os atletas de seu país participarem após os ataques aéreos lançados pelos EUA, juntamente com Israel, contra Teerã. Os ataques desencadearam um conflito em toda a região que não mostra sinais de arrefecimento.
A Copa do Mundo, com 48 seleções, será realizada nos EUA, no Canadá e no México, entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos do Irã programados para Los Angeles e Seattle.
Uma desistência oficial do Irã do evento, que ainda não aconteceu, seria inédita na era moderna e deixaria a Fifa, entidade máxima do futebol mundial, com a tarefa urgente de encontrar uma equipe substituta.
O Irã foi a única nação ausente de uma reunião de planejamento da Fifa para os participantes da Copa do Mundo, realizada na última semana em Atlanta.
A Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No final do ano passado, a entidade concedeu a Trump (que fez campanha intensamente pelo Prêmio Nobel da Paz) seu próprio prêmio inaugural da paz.
No início desta semana, a Austrália concedeu vistos humanitários a cinco jogadoras de futebol iranianas que buscaram asilo, temendo perseguição ao retornarem ao país por se recusarem a cantar o hino nacional em uma partida da Copa da Ásia.
Trump havia instado o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, a conceder asilo às jogadoras da seleção feminina iraniana, afirmando que os Estados Unidos o fariam caso a Austrália não o fizesse.
Fonte: AG/BR


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