Na Corte, ocupou o cargo de presidente entre 2012 e 2014 e foi o relator de processos da Lava Jato - O ministro Félix Fischer em 2013. Foto: Divulgação/STJ

Porto Velho, RO - Felix Fischer, ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, morreu nesta quarta-feira 25 aos 78 anos. A informação foi divulgada pelo próprio STJ.

No comunicado sobre o falecimento, a Corte informa que o ex-ministro estava hospitalizado no Sírio-Libanês em Brasília para acompanhamento médico. A causa exata da morte, no entanto, não foi divulgada. O velório e o sepultamento serão realizados na quinta-feira 26 na capital federal, ainda de acordo com o STJ.

Fischer atuou no Superior Tribunal de Justiça por mais de 20 anos, ocupando uma das vagas destinadas a membros do Ministério Público Federal desde 1996. Na Corte, relatou processos da Lava Jato e ocupou a presidência por dois anos, entre 2012 e 2014. Segundo o STJ, como ministro, Fischer teve quase 115 mil processos julgados.

Deixou o STJ em 2020, quando completou 75, a idade máxima para o serviço público. Sua aposentadoria, confirmada agosto daquele ano, se deu em meio a um afastamento por motivos de saúde. Na última sessão como ministro, recebeu homenagens de colegas e participou do ato por mensagem gravada em vídeo.

Carreira antes do STJ

Antes de ocupar o posto de ministro, Fischer foi membro do Ministério Público do Paraná desde 1974. Em 1990, se tornou procurador da Justiça. Também atuou como ministro do Tribunal Superior Eleitoral e corregedor da Justiça Eleitoral. Formado em ciências econômicas e direito, acumulou, por anos, os cargos ocupados com a função de professor.

Nascido em Hamburgo, na Alemanha, se naturalizou brasileiro em 1948, com apenas um ano de idade. Fischer deixa esposa e quatro filho.

Fonte: Carta Capital