Deputado Estadual Jean Mendonça (PL)

Porto Velho, RO - Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo ex-prefeito de Pimenta Bueno, Delegado Araújo, reacendeu o debate sobre uso político da comunicação digital em Rondônia. Nas imagens, Araújo afirma estar sendo alvo de ataques coordenados nas redes sociais e na imprensa, que, segundo ele, seriam patrocinados pelo deputado estadual Jean Mendonça (PL).
De forma enfática, o ex-prefeito sustenta que haveria indícios de uma “milícia digital” com fins políticos atuando no município, especialmente em ano pré-eleitoral. Araújo diz que o objetivo seria desgastar reputações e influenciar o cenário político, prática que, se comprovada, pode configurar crimes contra a honra, crimes eleitorais, associação criminosa e improbidade administrativa.
Alegações citam conteúdos e vínculos políticos
No vídeo, Delegado Araújo afirma que mais de 20 matérias com conteúdo negativo teriam sido publicadas por veículos e perfis que, segundo ele, mantêm vínculos políticos com o deputado Jean Mendonça. Entre os exemplos citados está o site Rondônia Digital, com textos assinados pelo jornalista Sandro André. Araújo alega que o portal receberia recursos do gabinete parlamentar, o que, na visão dele, exige apuração.

O ex-prefeito também menciona o blogueiro Dillon Amorim, apontando ligação política com o deputado e citando vínculos funcionais no gabinete parlamentar. As declarações são apresentadas como alegações e, segundo Araújo, serão levadas aos órgãos de controle e à Justiça para verificação.

Contexto eleitoral e apuração judicial
Ao comentar o cenário político, Araújo ressalta que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento firme sobre crime eleitoral envolvendo caixa dois, além de possíveis reflexos na improbidade administrativa, reforçando a necessidade de apuração técnica e imparcial. Ele afirma que confia no Judiciário e que a intenção é esclarecer os fatos, não promover embates pessoais.
Próximos passos

Delegado Araújo informou que as denúncias estão sendo formalizadas para análise pelos tribunais competentes. Até o momento, as acusações permanecem no campo das alegações feitas no vídeo, cabendo às autoridades investigar, ouvir as partes envolvidas e emitir decisão.

O espaço permanece aberto para manifestações dos citados, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.