Porto Velho, RO - Em fevereiro, pré-candidatos aceleram negociações e alianças; governador Marcos Rocha reforça apoio a Adailton Fúria, enquanto Marcos Rogério mira governo com inspiração em Ivo Cassol. Outros nomes seguem em articulação.
“Meus caros e minhas caras amigas, né? Estamos em fevereiro ainda, no Brasil as coisas acontecem depois do Carnaval, mas em Rondônia o processo político tá muito antecipado, né? Muito mesmo”.Panorama geral
- Mesmo antes do pós-Carnaval, o tabuleiro eleitoral de Rondônia já se mexe com força.
- Pré-candidatos buscam nominatas, filiações partidárias e costuram apoios municipais e estaduais.
- A entrevista do governador Marcos Rocha no Podcast Resenha Política, de Robson Oliveira, ajudou a reorganizar o debate sobre sucessão.
- O governador Marcos Rocha afirmou que não disputará o Senado e que seu preferido para a sucessão é Adailton Fúria, prefeito de Cacoal, do PSD.
- Rocha disse que um eventual governo Fúria representaria “continuidade aperfeiçoada” de sua gestão.
- A articulação em torno de Fúria envolve Expedito Júnior, ex-senador. Ele foi cassado por compra de votos, ficou inelegível por oito anos e tenta retornar à Câmara Federal. O episódio da cassação é lembrado por imagens de depósitos em caixa eletrônico vinculados ao esquema.
- O senador Marcos Rogério é tratado como pré-candidato ao governo, alinhado ao PL e ao bolsonarismo.
- Em entrevista recente, disse que sua inspiração de gestão seria Ivo Cassol.
- Cassol, que já governou Rondônia, está inelegível após condenação por fraude em licitação, o que adiciona controvérsia à referência política de Rogério.
- Delegado Flory: recebeu gesto público de simpatia de Léo Moraes, mas, segundo bastidores relatados por Robson Oliveira, o apoio teria sido mais protocolar que efetivo. Hoje, é visto como pré-pré-candidato.
- Hildon Chaves: ex-prefeito de Porto Velho. Embora filiado ao PSDB, circula pelo estado e é ventilado no União Brasil para viabilizar eventual candidatura. Atua junto a lideranças como Lindomar “Sandubas”.
- Expedito Neto: filho de Expedito Júnior, é apontado como pré-candidato do PT ao governo, com bênçãos do presidente Lula. Neto votou pelo impeachment de Dilma Rousseff à época, o que gera contraste com sua atual posição no campo petista.
- Samuel Costa (Rede): advogado ligado a pautas sociais, nome tradicional em disputas com votação modesta, mantém pré-candidatura.
- Marcos Rocha, eleito em 2018 com apoio de Jair Bolsonaro, distanciou-se desde 2022.
- No PSD de Fúria e aliados, a tendência é apoiar nomes nacionais do partido (como Ratinho Júnior, Eduardo Leite ou Ronaldo Caiado) e se contrapor a Flávio Bolsonaro no estado, sinalizando nova costura de alianças.
- Continuidade x mudança: com Fúria apresentado como herdeiro político de Rocha, a eleição pode se desenhar entre continuidade de gestão e propostas alternativas.
- Influência de lideranças polêmicas: a referência de Marcos Rogério a Cassol reaquece o debate sobre legalidade, gestão e passado recente.
- Fragmentação e alianças: movimentos de Hildon Chaves, a posição de Flory e a aposta do PT em Expedito Neto mostram que o quadro ainda está em formação.


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