
Aúdio de ex-deputado estdual Hermínio Coelho está circulando nas redes sociais
Porto Velho (RO) — Um áudio do ex-deputado estadual Hermínio Coelho (PSD), que já presidiu a Assembleia Legislativa de Rondônia, ganhou forte repercussão política nesta semana. Indignado, Hermínio contesta publicamente a fala do deputado estadual Cirone Deiró (União Brasil) sobre uma lei recém-aprovada que trata de renegociação e perdão de dívidas com o Estado.
No tom direto de quem conhece o plenário por dentro, Hermínio afirma que não procede a declaração de que a norma “não perdoa dívidas” e seria “fake news” qualquer crítica nesse sentido.
No registro que circula nas redes e grupos de mensagens, o ex-parlamentar sustenta que o projeto autoriza o Estado a perdoar entre 65% e 70% de juros e multas, além de permitir parcelamentos longos, que podem chegar a 120 meses — e, em alguns casos, até 145 meses.
“Não é verdade dizer que essa lei não perdoa dívida nenhuma. O texto permite descontos altos e parcelamentos extensos”, afirma Hermínio.
Segundo ele, medidas desse tipo poderiam ser aceitáveis para empresas locais com histórico de geração de empregos e pagamento de impostos, que eventualmente enfrentem dificuldades. Mas não seria o caso em discussão, diz.
Enxxergisa no centro da controvérsia
Hermínio aponta que a lei beneficiaria diretamente a Energisa, empresa que adquiriu a antiga Ceron por valor simbólico, assumindo passivos bilionários.
No áudio, ele afirma que:
a empresa não teria pago a dívida herdada;
utiliza toda a estrutura elétrica do Estado, com mais de 1 milhão de consumidores;
cobra rigorosamente as contas de luz, com cortes em caso de atraso;
agora poderia ser beneficiada com grande perdão de dívidas, gerando prejuízo ao Estado de Rondônia.
Para o ex-deputado, o impacto seria direto na população:
Possível ação judicial“É um tapa na cara dos trabalhadores e dos empresários de Rondônia.”
Hermínio Coelho revela ainda que estuda, junto com advogados, a possibilidade de ingressar com ação judicial para impedir que a empresa se beneficie da lei.
A crítica aumenta a pressão política sobre a Assembleia Legislativa e reacende o debate sobre justiça fiscal, renúncia de receitas e interesses econômicos no estado.
Contexto político
A divergência entre Hermínio Coelho e Cirone Deiró expõe uma fratura no discurso oficial sobre a nova legislação. De um lado, parlamentares que defendem a norma como instrumento de regularização; do outro, ex-líderes e setores da sociedade que veem risco de prejuízo aos cofres públicos.
Como diria o velho ditado da política rondoniense: lei pode até ser nova, mas o debate é antigo — quem paga a conta, no fim, é sempre o povo.


1 Comentários
É uma vergonha o que o Parlamento e o governo de Rondônia estão fazendo com essa lei de renegociação de dívidas, que na prática entrega um perdão descarado de 65% a 70% de juros e multas para gigantes como a Energisa, enquanto o povo amarga taxas de luz abusivas e cortes sumários nas contas atrasadas. O áudio de Hermínio Coelho, ex-presidente da Assembleia, não deixa margem pra dúvida: essa norma permite parcelamentos de até 120 ou 145 meses, beneficiando uma empresa que comprou um Ceron por uma mixaria, herdou passivos bilionários do Estado e nunca desistiu de uma fatura. Em vez de cobrar rigorosamente, como fazem com o consumidor comum, nossos deputados e o governador optam por abrir os cofres públicos, jogando o prejuízo nas costas dos trabalhadores e dos empresários locais que ralam pra pagar em impostos dia. É um conluio escancarado para proteger interesses corporativos em detrimento do rondoniense.
ResponderExcluirEssa tramoia não é só incompetência, é uma traição ao povo da Amazônia Legal. A Energisa usa toda a infraestrutura elétrica construída com suor e dinheiro público, atende mais de um milhão de consumidores em Rondônia e ainda assim recebe esse tapete vermelho fiscal, enquanto famílias em periferias como Cai N'Água ou Triângulo do Calama enfrentam cheias do Madeira sem energia confiável e com boletos impagáveis. Cirone Deiró (União Brasil) tenta vender a narrativa de que "não perdoa dívida nenhuma" e que as críticas são fake news, mas Hermínio desmascara isso no áudio viral: a lei renúncia receitas essenciais que poderiam ir para saúde, educação e infraestrutura. Quem ganha? Uma empresa que corta luz sem piedade. Quem perde? O contribuinte honesto, que vê o Estado renunciar a bilhões para salvar acionistas privados.
O pior é que isso reflete um padrão podre na política rondoniense: fratura no discurso oficial, com parlamentares defendendo "regularização" enquanto ex-líderes como Hermínio planejam ações judiciais pra barrar o absurdo. Governo e Assembleia fingem zelo fiscal, mas na real querem ferrar o povo, priorizando lobby empresarial sobre justiça tributária. Se essa lei vingar, Rondônia vira refúgio eterno da Energisa, com menos recursos para enfrentar vulnerabilidades amazônicas como migrações e desmatamento. É hora de pressão popular e judicial pra anular essa roubalheira – senão, o ditado rondoniense se confirma: lei nova, conta velha pro povo pagar.
A indignação de Hermínio Coelho deve ecoar nas ruas e urnas. Não dá para aceitar que, em pleno 2026, o poder público se curve a interesses privados dessa forma tão descarados. Rondônia merece representantes que cobrem das empresas o que elas cobram de nós, não que entregam o Estado de bandeja