
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado do presidente chinês Xi Jinping. Foto: Ken Ishii/POOL/AFP
Porto Velho, RO - O presidente da China, Xi Jinping, telefonou na noite de quinta-feira 22 para o presidente Lula (PT) e defendeu que Brasil e China atuem de forma conjunta para fortalecer o papel central das Nações Unidas e promover uma ordem internacional mais justa.
Em nota, o governo brasileiro disse que a conversa tratou do fortalecimento das relações bilaterais desde a visita de Xi ao Brasil, em 2024, e da ampliação da cooperação em áreas como infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. Segundo o Planalto, Lula e Xi reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e com o fortalecimento da ONU e acordaram manter coordenação frequente sobre temas de interesse bilateral e global.
De acordo com comunicado da agência estatal chinesa Xinhua, o líder do país asiático afirmou que, diante de um cenário internacional marcado por turbulências, China e Brasil, como importantes integrantes do Sul Global, devem se posicionar “do lado correto da história”, atuando como forças construtivas para a manutenção da paz e da estabilidade mundial. Xi Jinping também ressaltou a importância de defender a equidade e a justiça internacionais, além de impulsionar reformas na governança global.
Durante a conversa, Xi destacou os avanços recentes na relação bilateral desde que os dois países elevaram o status da parceria para uma comunidade com futuro compartilhado voltada a um mundo mais justo e sustentável. O presidente chinês afirmou que Pequim pretende ampliar a cooperação em diversas áreas e oferecer novas oportunidades de colaboração ao Brasil.
Lula, de acordo com a Xinhua, ressaltou os progressos alcançados nas relações entre os dois países e afirmou que Brasil e China têm papel relevante na defesa do multilateralismo, do livre comércio e da autoridade da ONU. O presidente brasileiro também manifestou interesse em aprofundar a cooperação bilateral e no âmbito do Brics, diante das preocupações com o atual cenário internacional.
A ligação ocorreu após o convite feito pelos Estados Unidos para que Brasil e China participem do recém-anunciado Conselho de Paz. Nenhum dos dois países confirmou adesão à iniciativa até o momento.
Fonte: Carta Capital


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