A manifestação ocorreu no momento em que Leandro Lee Rizzuto defendia a posição norte-americana sobre a detenção de Nicolás Maduro


Plenário do Conselho Permanente da OEA, em Washington. Foto: Reprodução/YouTube

Porto Velho, RO - O embaixador dos Estados Unidos junto à Organização dos Estados Americanos, Leandro Lee Rizzuto, foi interrompido por um breve protesto durante seu discurso na reunião extraordinária do Conselho Permanente da entidade, realizada nesta terça-feira 6, em Washington. O encontro foi convocado para discutir a ofensiva militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Enquanto Rizzuto expunha a posição do governo norte-americano sobre a detenção do presidente venezuelano, uma mulher ainda não identificada interrompeu o discurso e passou a contestar os argumentos apresentados pelo embaixador. Ela afirmou que os Estados Unidos estariam motivados por interesses no petróleo da Venezuela, e não pela defesa da liberdade no país.

Diante da intervenção, o embaixador interrompeu sua exposição e permaneceu em silêncio por alguns minutos. A mulher foi retirada do plenário por seguranças da OEA, após solicitação do presidente do colegiado. A sessão foi retomada logo em seguida.
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Ao voltar a falar, Rizzuto comentou o episódio, afirmando compreender que o tema desperta “emoções viscerais” entre os presentes. A reunião seguiu com manifestações de diferentes delegações, em um debate marcado por posições divergentes sobre a legalidade da ação dos Estados Unidos e os rumos políticos da Venezuela.

O Brasil deve repetir o posicionamento registrado na segunda-feira 5, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Na ocasião, o embaixador Sérgio Danese disse que a ação militar norte-americana “cruzou uma linha inaceitável no direito internacional” e advertiu que a aprovação desse tipo de operação pode ter consequências severas para a ordem global. Segundo o diplomata, trata-se de “um precedente muito perigoso para toda a comunidade internacional”.

Na OEA, o Brasil é representado pelo diplomata Benoni Belli.

Fonte: Carta Capital