
A movimentação ocorre poucos dias depois de um revés político que virou motivo de comentários irônicos nos corredores do poder.
Controle do PRD durou pouco e articulação virou piada
Na semana passada, Elias Rezende esteve diretamente envolvido em articulações para assumir o controle do PRD em Rondônia, com o objetivo de fortalecer a base aliada do governador Marcos Rocha (União Brasil).
No entanto, o movimento teve vida curta. A direção nacional do PRD decidiu não entregar o comando do partido ao governador e seus aliados, encerrando rapidamente qualquer possibilidade de domínio da legenda no estado. O episódio acabou sendo tratado como derrota política precoce, rendendo críticas e piadas nos bastidores.
Elias Rezende reaparece como “mega articulador” e muda o foco
Pouco tempo depois do desgaste, Elias Rezende voltou ao debate político com uma postagem extensa e estratégica, direcionada aos chamados “analistas de plantão”. No texto, ele sustenta que Ratinho Júnior é o candidato que quase ninguém está olhando, mas que pode ser justamente o nome mais competitivo no cenário presidencial.
Segundo Rezende, enquanto o debate nacional se concentra nos mesmos nomes, Ratinho Júnior reúne atributos que o colocariam em posição privilegiada caso o cenário mude.
Por que Ratinho Júnior entra no radar nacional
Na avaliação apresentada, Ratinho Júnior aparece como um político com números expressivos:
-governador do Paraná com 85% de aprovação, a maior do país atualmente;
-reeleito com quase 70% dos votos;
-menor rejeição entre os nomes já testados nacionalmente;
-histórico de vitórias eleitorais desde jovem, com apenas uma derrota relevante, em 2012.
Mesmo com esses números, cerca de 37% dos brasileiros ainda não sabem quem ele é, o que, na visão do articulador, abre espaço para crescimento.
O fator comunicação e o “Brasil profundo”
Outro ponto destacado é o capital de comunicação familiar. Ratinho Júnior é filho de um dos apresentadores mais populares da televisão brasileira, com forte penetração nas classes C, D e E, segundo o próprio texto.
Para Elias Rezende, esse contato direto, diário e sem intermediários com o “Brasil profundo” é um ativo político que poucos candidatos possuem e que pode fazer diferença em uma disputa presidencial.
De olho no PSD e na Câmara Federal em 2026
Nos bastidores, a movimentação não para por aí. A expectativa é que Elias Rezende se filie ao PSD em abril, partido de Ratinho Júnior, e dispute uma das vagas para a Câmara Federal nas eleições de 2026.
A mudança de legenda e o alinhamento com um projeto nacional indicam que o chefe da Casa Civil busca reposicionamento político, após o episódio envolvendo o PRD.
Análise: tropeços, espaço vazio e disputa em aberto
A leitura política por trás da postagem é clara: quando favoritos tropeçam, alguém ocupa o espaço. Com nomes tradicionais enfrentando resistências internas ou indefinições, a estratégia passa a ser apostar em quem cresce longe dos holofotes.
Se a nova articulação de Elias Rezende terá mais fôlego do que a anterior, o tempo dirá. Por ora, o episódio reforça uma máxima antiga da política: nem toda articulação dá certo — e nem todo silêncio é fraqueza. BOLSONARO parece que se tornou carta fora do baralho para Elis Rezende e a turma do Governador Marcos Rocha (UB).













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