A medida, porém, perdeu força no Congresso e foi retirada do PL Antifacção pelo relator, o bolsonarista Guilherme Derrite (PP-SP)


Foto: Arquivo/Agência Brasil

Porto Velho, RO - A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira 12, indica que a proposta que classifica organizações criminosas como terroristas tem apoio popular no País. São 73% que dizem concordar com a classificação. Só 20% discordam. Outros 7% não opinaram.

O tema ganhou força no Congresso com a operação no Rio de Janeiro que resultou em mais de 100 mortes, mas perdeu tração nos últimos dias. Sem garantia de que seria aprovada na Câmara, a medida foi retirada do relatório sobre o PL Antifacção, apresentado por Guilherme Derrite (PP-SP).

A pauta era um das principais bandeiras do bolsonarismo, mas foi esvaziada pelas inúmeras avaliações de que poderia abrir brechas para interferências estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos sob Donald Trump, e abusos de direitos humanos.

Derrite justificou o recuo como uma forma de manter a segurança jurídica em torno do tema. “Essa opção legislativa reforça a segurança jurídica, evitando conflitos interpretativos entre órgãos de persecução penal, o que garante maior racionalidade ao sistema de enfrentamento ao crime organizado, distinguindo-o adequadamente das hipóteses de terrorismo, sem qualquer prejuízo à cooperação interestadual, internacional e interinstitucional prevista nas normas vigentes”, escreveu o deputado, que ocupava até então a Secretaria de Segurança de São Paulo e retornou à Câmara apenas para relatar o projeto.

Outras propostas para a segurança

A Quaest também monitorou a avaliação dos brasileiros sobre uma série de outras propostas sobre a segurança pública que tramitam em Brasília. Algumas delas integram o PL Antifacção. Outras tramitam em separado, como é o caso da PEC da Segurança.

Neste trecho do levantamento, o endurecimento de penas para faccionados é visto com bons olhos pelos entrevistados, enquanto a liberação desenfreada de armas de fogo é amplamente rejeitada. Veja a lista dos temas monitorados:



Para a pesquisa, a Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Carta Capital