Entenda o impacto do aumento dos preços dos aluguéis no seu orçamento 


O aluguel é um dos principais gastos do orçamento familiar e aumentou bastante em 2022. Isso é o que diz o estudo da FipeZap, que aponta que o valor do aluguel cresceu 17,12% nos últimos 12 meses, caracterizando a maior alta dos preços no segmento desde 2011. Para se ter uma ideia, o aumento acumulado é três vezes maior do que a inflação do país no período. 

Se você tem uma reserva financeira para dar de entrada ou mesmo pode contratar um financiamento imobiliário com uma entrada menor, talvez essa seja a hora de começar a monitorar as casas à venda em Osasco ou em outras regiões de São Paulo. Aqui, além de falar sobre os impactos da pesquisa no bolso dos inquilinos nas principais cidades do país, vamos dar dicas de como não sofrer com a alta do aluguel nesse momento.

Capital e cidades paulistas se destacam por maiores valores de locação no Brasil

O estudo monitorou o valor dos aluguéis de imóveis residenciais em 25 cidades brasileiras. A cidade de São Paulo possui o metro quadrado mais caro do país, que custa, em média, R$ 47,06. O metro quadrado mais caro do país também fica em São Paulo, na cidade de Barueri, onde fica Alphaville. Por lá, o metro quadrado tem o preço médio de R$ 51,86. 

Nesses dados, um aluguel de um apartamento de 40 m² em São Paulo custa, em média, R$ 1.882,40. Em Alphaville, o valor médio de um apartamento com a mesma metragem chega a R$ 2.074,40. São Paulo também tem a cidade com média de locação mais cara fora das capitais, a cidade de Santos, no litoral paulista, em que o metro quadrado custa, em média, R$ 40,22. 

Como não ser atingido pela alta dos valores dos aluguéis?

Nesse momento de alta, talvez seja a hora de sair do aluguel ou, pelo menos, buscar formas de diminuir os impactos da alta no seu bolso. Separamos algumas dicas que podem te ajudar, confira abaixo.

Pesquise sobre as atuais condições de financiamento

A primeira dica é pesquisar sobre as atuais condições do financiamento imobiliário. Geralmente, para financiar um imóvel, é preciso ter, pelo menos, 20% do valor total como entrada para que o banco financie os 80% restantes. Mas há outras opções no mercado que diminuem ainda mais o percentual de entrada do imóvel. Em alguns casos, é possível ter acesso a um financiamento imobiliário sem entrada. 

Existem modelos de financiamento da Caixa Econômica Federal para servidores públicos e para empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida que permitem o financiamento sem entrada, já que parte do valor da casa é subsidiado pelo governo federal. Então, pesquise e veja as opções na sua cidade. 

Nos bancos privados também é possível encontrar mais facilidades. Para fidelizar clientes, os bancos costumam oferecer condições especiais de financiamento, diminuindo o percentual de entrada com a contratação de novos serviços, por exemplo. Então, faça uma boa pesquisa e verifique suas possibilidades de realizar o sonho da casa própria.

Use uma parte da sua reserva financeira para viabilizar o financiamento imobiliário

Se você possui uma reserva financeira, pode aproveitar o momento de alta no aluguel para realizar o seu financiamento imobiliário. Use uma parte da sua reserva para facilitar as condições do financiamento, facilitando ainda mais as condições da operação e diminuindo valores de parcelas e prazos de pagamento.

Negocie pela manutenção dos valores do aluguel

Por fim, uma dica mais conservadora é tentar negociar a manutenção dos valores do aluguel com o proprietário. Os donos de imóveis residenciais geralmente preferem manter bons inquilinos a correr o risco de ter um apartamento vazio por conta de um reajuste alto de valores. Por isso, entre em negociação e busque as melhores condições para que o aumento não afete o seu orçamento. 

Aproveite esse momento de alta nos aluguéis para viabilizar o sonho da casa própria. As condições atuais do financiamento imobiliário podem favorecer pessoas, mesmo aqueles que não possuem uma grande reserva financeira de entrada, por isso busque por informações, faça simulações e dê entrada no financiamento e saia do aluguel. 

Dica extra: Confira aqui