Atualmente jovem trabalha com 270 aves e vende centenas de ovos por mês. Tecnologia tem sido um grande aliado no aumento da produtividade.

Porto Velho, RO - A chácara 'Recanto Canamari', em Ariquemes (RO), foi o local escolhido pelo jovem Ricardo Schimitz, de 25 anos, para montar seu empreendimento. Ele trocou a cidade pelo campo e passou a investir na produção de ovos caipira.

Ricardo nunca tinha trabalhado com aves e montou sua granja há cerca de um ano. Desde então, o jovem viu sua vida mudar e criou o método batizado por ele de: 'galinhas felizes'.

"Na verdade, toda a família que reside aqui hoje, trabalhava fora. Aí todo mundo chegava no final de semana, querendo descansar e tinha toda a chácara para cuidar. Começamos a amadurecer a ideia de como poderíamos sobreviver da chácara e foi quando tivemos a ideia de criar galinhas do tipo caipira, que hoje a gente denomina ‘galinhas felizes’", disse.

Antes do ovo ser comercializado, Ricardo garante que o eles passam por um rigoroso critério de qualidade. De acordo com o jovem, os ovos passam por um processo de 'ovoscopia', procedimento que consiste em colocar os ovos contra uma fonte de luz.

A partir disso, ele consegue, sem quebrar ou danificar os ovos, enxergar o seu interior, verificando a presença de embriões e outros detalhes técnicos.

"O ovo é recolhido de 2 a 3 vezes por dia e levado para uma sala, mantida em 25ºC. Ali é feito a lavagem, apenas com pano umedecido. Também é feito uma seleção de tamanhos, onde nós avaliamos se o ovo tá rachado ou não, embalado em um estojo e fica ali até o momento da entrega", explicou.


Ovos da propriedade de Ricardo passam por um criterioso sistema de avaliação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Para garantir que o consumidor tenha um produto de qualidade em casa, o produtor e técnico agropecuário decidiu ir atrás das melhores espécies.

"A gente procurou ter a própria genética de galinha. A gente começou a procurar com vizinhos e amigos, galinhas específicas. Fizemos a compra de galinhas e aí foi crescendo. Hoje temos 270 aves criadas pela gente", explicou.

A tecnologia também se tornou um aliado na produção de ovos da propriedade de Ricardo. É no uso da luz dentro do galinheiro que o produtor viu seu negócio crescer.

"A galinha leva cerca de 26 horas para produzir um ovo e cerca de 16 horas desse processo, esse animal tem que estar em movimentação, em atividade, ou seja, se alimentando, ciscando... Como um dia só tem 12 horas de luz, nós temos esse planejamento com a iluminação do galinheiro, para que essas aves permaneçam 16 horas por dia em movimento, pra conseguir uma maior produtividade do plantel", disse.


Ricardo saiu da cidade e decidiu investir no campo em Rondônia — Foto: Reprodução/Rede Amazônica