A acusada teria descoberto conversas de Nilton com outras mulheres e, segundo ela, arrumou as coisas de Nilton para que ele saísse de casa e o denunciaria por outras supostas agressões.

Porto Velho, RO -
O Juízo da 1a. Vara do Tribuna do Júri determinou a soltura de BRENDA SUELEN SCHLOSSER MACEDO, de 33 anos, acusada de matar o marido Nilton Estivisson Arriates da Silva, de 29, a facadas. Brenda Suelen estava em prisão domiciliar e foi solta "por excesso de prazo para a conclusão do inquérito e oferecimento de denúncia".

O crime aconteceu na noite de sexta-feira 7 de janeiro desse ano, no apartamento do casal, na rua Higienópolis, bairro Mariana. Como o processo não está concluído e não há pronúncia da acusada, o que se sabe até agora são revelações feitas pela Polícia Civil, no dia do crime. Niltn foi morto a facadas após uma discussão.

Segundo informações preliminares, o casal estava discutindo e a mulher teria sido agredida. À Polícia ela disse que se apossou de uma faca e desferiu vários golpes contra Nilton. A vítima morreu na hora. As discussões começaram pela manhã, quando a vítima (vigilante), iniciou uma discussão que se seguiu por todo o dia.

A acusada teria descoberto conversas de Nilton com outras mulheres e, segundo ela, arrumou as coisas de Nilton para que ele saísse de casa e o denunciaria por outras supostas agressões.

A discussão retornou à noite quando a acusada amamentava o filho de um ano. Nilton teria entrado no quarto e puxado Brenda pelos cabelos e agredindo-a.

A mulher então saiu do quarto,, mas foi seguida por Nilton. Brenda então se apossou de uma faca na cozinha e atingiu o marido. Segundo Brenda, Nilton reagiu e ela desferiu outro golpe, acertando o pescoço da vítima, que caiu na cozinha e perdeu bastante sangue. A mulher tentou estancar o sangramento, mas não conseguiu.

A Polícia trabalha com a hipótese de legítima defesa e também com a denúncia feita por vizinhos de que a acusada tem fama de agressiva com a vítima, inclusive já o teria ameaçado várias vezes.

A quantidade de facadas na vítima pode complicar a tese de legítima defesa. Nilton era ex-militar da Base Aérea e foi morto com facadas no pescoço e no tórax.

Fonte: Redação