POLÍTICA

Roberto Freire descarta "palanque do crioulo doido" em MT

O presidente do Diretório Nacional do PPS, Roberto Freire, descartou a possibilidade do partido admitir o ?palanque do crioulo doido? projetado na Frente ?Mato Grosso Muito Mais?, que está sendo constituída para apoiar a candidatura de Mauro Mendes ao Gov

2010-02-05 - 10:28:00 - Redao 24 Horas News - Matéria Visualizada Vezes

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O presidente do Diretório Nacional do PPS, Roberto Freire, descartou a possibilidade do partido admitir o “palanque do crioulo doido” projetado na Frente “Mato Grosso Muito Mais”, que está sendo constituída para apoiar a candidatura de Mauro Mendes ao Governo do Estado. Ele deixou claro que o PPS tem um esforço nacional para eleger o governador de São Paulo, José Serra, presidente da Republica, e, nesse caso, o caminho mais viável é que o seu partido firmar entendimentos com a aliança DEM-PSDB. “O que se quer fazer ai em Mato Grosso não tem cabimento” – disse.

Confirmada a aliança que está sendo montada para apoiar o nome de Mendes, seriam de três a quatro candidatos a presidente da República representada no mesmo palanque. Dilma Rusself, ministra-chefe da Casa Civil, apoiada pelo PDT e pelo PSB; o próprio Serra, que tem o apoio do PPS, e, Marina Silva, do Partido Verde, além do próprio Ciro Gomes, que insiste em ser candidato pelo PSDB.

Não bastasse essa questão, a entrada do PPS na aliança para apoiar Mendes não é pacífica internamente. Pelo contrário: sofre duras resistências. Fora o presidente do partido, Percival Muniz e o grupo de Rondonópolis, da qual ele lidera, poucos são os que aceitam um entendimento na composição “Mato Grosso Mais Forte” – o que contribui ainda mais para o discurso de Freire.

Na quinta-feira, Muniz confirmou ter firmado entendimentos com o presidente nacional do partido para evitar uma eventual intervenção, caso a sigla caminhe com partidos que estejam apoiando outros candidatos a presidente. Muniz prometeu abrir o leque de debates internamente. “Não serei eu ou o Percival quem vai dizer o que o PPS deve fazer, mas todo o partido, os membros. Temos que ter encontros, reuniões, e teremos a convenção. Vamos fazer o bom debate. O partido é democrático” – disse Freire, em entrevista publicada pelo jornal “Diário de Cuiabá”.

“Não precisamos precipitar. Vamos observar, esperar, até o dia 3 de abril, quando acontecem as renúncias e as definições. Vamos debater. As conversas ainda vão acontecer. Nada precisa ser definido agora” - disse Freire.
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