Preencha os seguintes campos para enviar esta informação a outras pessoas. Preencha os seguintes campos para enviar sua retificação. O Ministério Público Federal do Estado de São Paulo abriu Procedimento Administrativo para investigar denúncias de transporte irregular de madeiras extraídas ilegalmente em Rondônia. A denúncia foi feita ao Ministério Público Federal paulista pela Ong ambientalista Greenpeace.
A denúncia foi feita ainda em 2005, época em que a ONG comprou uma carreta com 29 metros cúbicos de madeira em Rondônia e entregou a carga na sede da Polícia Federal de São Paulo. Junto com a madeira ilegal, a organização ambientalista entregou à PF documentos utilizados na legalização da madeira – notas fiscais e Autorizações de Transporte de Produto Florestal (ATPFs) – e um dossiê com locais, nomes de pessoas e empresas envolvidas na extração e ‘lavagem’ do produto.
Na época, o Greenpeace também pediu formalmente ao Ministério Público Federal, em Rondônia e São Paulo, que apurasse as denúncia. A madeira ilegal entregue à Polícia Federal foi extraída de áreas no entorno dos municípios de Cujubim e Machadinho D’Oeste, nordeste de Rondônia.
A maior parte destas áreas está sendo desmatada para servir de pastagens de gado. As toras foram serradas na Serraria Fortaleza, em Cujubim. A nota fiscal e a ATPF (1), documentos verdadeiros que acompanharam a carga em seu transporte até São Paulo, foram compradas de um “atravessador” no município de Ariquemes.
O caminhão carregado de madeira ilegal percorreu mais de 3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, atravessou três fronteiras interestaduais e dois postos de fiscalização do Ibama – Trevo de Vilhena, em Rondônia, e Trevo do Lagarto, no Mato Grosso. Ao chegar em São Paulo, a carga foi estocada em um galpão até sua entrega na PF.

