A capital do Irã e outras cidades do país voltaram a ser palco de novos protestos, violência e repressão por parte das forças de segurança iranianas na madrugada desta segunda-feira, horas após os piores confrontos desde junho entre opositores do governo e as forças atingirem Teerã, entre outras cidades. A rede de tevê estatal iraniana afirmou nesta segunda-feira que oito pessoas foram mortas nos protestos de domingo, citando informações do Conselho Supremo de Segurança Nacional da República Islâmica. Mais cedo, o jornal americano "The New York Times" havia informado que o número de mortos no conflito chegava a dez
"Conselho Supremo de Segurança Nacional da República Islâmica: 8 mortos em protestos contra o governo do Irã", noticiou a Press TV, estatal com transmissão em inglês, sem dar mais detalhes. Antes, no entanto, a polícia negara envolvimento nas mortes, dizendo que três delas foram acidentes e que outra foi causada por um tiro não disparado por policiais, sem dar detalhes sobre os demais casos. As autoridades ainda disseram que as mortes estão sendo investigadas.
Um dos mortos é o sobrinho do líder da oposição, Mir Houssein Moussavi. O jovem Seyed Ali Moussavi, de 20 anos, teria tomado um tiro no coração.
Entre os 300 presos nas manifestações de domingo está outro político de destaque da oposição, Ebrahim Yazdi, segundo o site reformista Jaras. Yazdi foi ministro do Exterior depois da Revolução de 1979 e agora lidera o Movimento de Liberdade do Irã. De acordo com o canal de televisão estatal Press TV, também estão entre os presos membros do grupo de oposição Mujahideen do Povo, que está banido.
Nesta segunda-feira, um site da oposição informou que a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os partidários de Moussavi, que iniciaram uma nova manifestação contra a morte do sobrinho do candidato derrotado.
"Um grupo de partidários de Moussavi se reuniu em frente ao hospital onde o corpo do sobrinho foil mantido. A polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-los", disse o site Norooz. De acordo com manifestantes na internet, a família do rapaz morto teria sido ameaçada pelas autoridades. Segundo relatos no Twitter, se a família falar sobre a morte de Ali ou sobre seu funeral, o corpo do jovem não será entregue aos parentes.