TRANSPORTE URBANO

Empresas de ônibus desrespeitam a Lei da Acessibilidade

Empresas de ônibus e SEMTRAN fazem pouco caso dos portadores de necessidades especiais

31/01/2012 - 09:47:00 - OOBSERVADOR - Matéria Visualizada Vezes

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 Porto Velho, Rondônia - Em Porto Velho se paga uma das passagens mais cara em transporte coletivo do país. Mas isso não é o pior, além desse disparate no preço da passagem, o usuário de ônibus da capital tem que conviver com uma série de problemas: veículos em mau estado de conservação, descumprimento de horários, pontos de embarque e desembarque (paradas) sem abrigos, motoristas e cobradores mal humorados entre outros.





Mas quem mais sofre com todos esses problemas são os portadores de necessidades especiais, principalmente os cadeirantes, que além de depender do auxílio de terceiros para acessar o interior do ônibus, depende do bom humor do motorista que nem sempre para quando ver um deficiente na parada.

Segundo apurou a reportagem, setenta por cento dos coletivos não cumpre o que determina a Lei da Acessibilidade por não dispor do equipamento elevatório que facilita o acesso do portador de deficiência ao interior do ônibus.

Para justificar o último aumento da tarifa o secretário na época Itamar Ferreira elencou entre os itens de melhorias no sistema, a instalação de GPS (Global Positioning System) para monitoramento do itinerário de cada veículo, esquecendo abrigos, horários, estados de conservação dos ônibus e o respeito aos usuários.

Abrigos

Outro problema enfrentado pelos os usuários do sistema é a falta de abrigos nos pontos de embarque e desembarque (paradas), segundo um morador da zona leste aproximadamente noventa por cento das paradas daquela região não dispõe de abrigos, deixando a população exposta ao sol e a chuva. O mesmo acontece em outras regiões da cidade.

Cadeirantes

Além do descaso dos motoristas que não param para os cadeirantes, os mesmo enfrentam o descaso de proprietários de veículos que estacionam em frente às paradas e nas rampas de acesso as calçadas, sem serem importunados pelos os agentes de trânsito.

Homem invisível


Essa é a segunda passagem do Sr. Claudio Carvalho pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito na administração Roberto Sobrinho. Na primeira, segundo usuários ouvidos pela reportagem, Claudio atendeu apenas os interesses das empresas e obedeceu incondicionalmente ao chefe Sobrinho. O estranho é que desde que assumiu, o secretário sumiu. Sempre quem recebe ou responde aos usuários é o adjunto, João Marcos.

Conselho

Para muitos usuários o Conselho Municipal de Transporte é um engodo. Os membros são escolhidos pelo poder público e pelo os empresários ficando reféns dos dois na hora de tomar decisões que venham beneficiar os usuários. Está marcada para hoje, 31, uma visita dos portadores de necessidades especiais a SEMTRAN para ouvir do secretário ou adjunto que medidas serão tomadas para resolver os problemas enfrentados por eles.

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